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Viva a diversidade06/11/2012 | 07h31

Entenda a importância de estimular a individualidade das crianças e valorizar as diferenças

Apostar na qualificação, na conversa e no uso de recursos pedagógicos, como canções e histórias infantis, pode auxiliar no diálogo

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Entenda a importância de estimular a individualidade das crianças e valorizar as diferenças  Félix Zucco/Agencia RBS
Crianças são, naturalmente, sem preconceitos Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Tom de pele, tipo de cabelo, sotaque, limitação física. Quando as características pessoais fogem ao padrão estético predominante de determinado grupo, a pessoa costuma chamar a atenção e, muitas vezes, acaba sendo alvo de preconceito. Em meio à diversidade cultural, fechar os olhos para o valor do diferente é um erro crucial.

Na infância, os comportamentos em relação à diferença não seguem um padrão, explica a a professora do Instituto Superior de Educação Ivoti e doutora em educação Luciana Facchini. As condutas nesta fase irão depender da influência dos pais ou do meio em que vivem.

– Há crianças que herdam preconceitos de familiares, e aquelas que agem pela própria natureza. Normalmente, elas observam e repetem o comportamento mais próximo – diz Luciana.

Diretora de uma escola de educação infantil da zona norte da Capital, Patrícia Cardoso acredita que os pequenos não fazem diferenciação entre questões de raça e cor. Pelo contrário, têm tendência pela integração natural:

– O preconceito vem dos adultos. As crianças convivem de forma plena, com amizade.

Apostar na qualificação, na conversa e no uso de recursos pedagógicos, como canções e histórias infantis, pode auxiliar no diálogo. Acostumada a lidar com questões de diversidade no Centro Integrado de Desenvolvimento (CID), a professora Cheila Schröer diz que a vida real pode ser discutida a partir da ficção:

– É mais fácil primeiro conversar sobre os personagens e, aos poucos, agregar exemplos das nossas vivências e experiências.

Cada um tem seu jeito

- As escolas de Educação Infantil estão trabalhando as diferenças mais do que antes, segundo a pedagoga Roberta Ávila. Diariamente, é preciso estimular a individualidade – não o individualismo – e valorizar as diferenças. Ferramentas como conversas, literatura, música e projetos de estudo podem ajudar na compreensão: – As crianças estão formando a personalidade, por isso é tão importante criar essa consciência desde muito cedo.

- A pedagoga explica que discriminação não é algo que faz parte do universo infantil. As crianças costumam agir com mais curiosidade sobre o que é diferente, e preconceito é algo que é criado no mundo dos adultos. Porém, quando uma situação desse tipo ocorre, Roberta alerta que deve haver um cuidado especial: – As crianças que sofrem com isso devem estar cercadas de pessoas que consigam explicar a situação da maneira mais clara e honesta.

 



 

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