O médico explica que a substância atinge todo corpo, mas primeiro a área do cérebro responsável pela inibição, por impor limites. Um adulto que ingeriu muita bebida alcoólica na adolescência pode ser mais irresponsável, pois teve afetada durante anos uma parte do corpo que controla a impulsividade.
— O que nos parece um consumo inocente, em um ambiente aparentemente controlado e socializador para os adolescentes tem outras implicações. O adolescente não bebe como um adulto, para degustar, ele bebe pelo efeito imediato para ficar desinibido e mais corajoso. Muitos dizem que nem apreciam o gosto do álcool — afirma Pechansky.
A combinação explosiva do consumo de altíssima quantidade em um curto período proporciona ainda danos na memória, com a morte de neurônios, e a abertura para ações impensadas como se envolver em brigas e não usar proteção durante o sexo.












