Parada cardíaca06/08/2012 | 16h58

Morte súbita em adolescentes é extremamente atípica, diz cardiologista

Felipe da Silva Pereira, 15 anos, sofreu uma parada cardíaca após uma apresentação de dança

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Morte súbita em adolescentes é extremamente atípica, diz cardiologista Jornal Cidade/Jornal Cidade
Último à direita, Felipe recebeu diploma de peão municipal no sábado Foto: Jornal Cidade / Jornal Cidade

A morte de Felipe da Silva Pereira, de 15 anos, após sofrer uma parada cardíaca depois de uma apresentação de dança no CTG Amaranto Pereira, em Alvorada, surpreende até mesmo especialistas. De acordo com o cardiologista Marcos Michelin, do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul, morte súbita em adolescentes é uma situação extremamente atípica.

Michelin explica que existem cardiopatias estruturais que predispõem à arritmia. No entanto, elas costumam ser assintomáticas na infância, difíceis de identificar numa consulta pediátrica convencional.

— Um defeito no músculo cardíaco faz com que o coração fique instável. Após uma aceleração de frequência cardíaca, como é o caso da dança, isso pode resultar em arritmia maligna, mas é um quadro muito raro, uma fatalidade — diz o cardiologista.

Quando ocorre uma parada cardíaca, o paciente deve ser socorrido em um tempo máximo de 10 minutos, pois cada minuto que passa reduz em 10% a chance de reversão do quadro. Michelin, que é ministrante de cursos de reanimação, observa que a realização de massagem cardíaca, mesmo que por leigos, até a chegada do suporte avançado, é uma opção para aumentar a chance de sobrevida.

A morte súbita em crianças, normalmente, tem relação com histórico familiar. Sabendo que há casos em parentes próximos, a recomendação aos pais é procurar um cardiologista para exames mais específicos. O tratamento varia conforme o problema, incluindo medicamentos, cirurgias e uso de marca-passo. 

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