Juventude eterna?07/08/2012 | 08h17

Conselho de Medicina condena uso de hormônios para retardar envelhecimento

Órgão publicará uma resolução proibindo a indicação hormonal para pessoas saudáveis

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Conselho de Medicina condena uso de hormônios para retardar envelhecimento Silvia Cosimini/Stock.xchng
"Envelhecimento não é doença", diz geriatra Foto: Silvia Cosimini / Stock.xchng

Parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicado na segunda-feira indica que não há evidências científicas que justifiquem a prática da medicina antienvelhecimento, que tem como base o uso de hormônios como a testosterona, a progesterona e o corticoide.

De acordo com o vice-presidente do órgão, Carlos Vital Corrêa, o documento vai servir de base para a publicação de uma resolução que proíba a indicação hormonal para pessoas saudáveis. Desta forma, profissionais de saúde que insistirem na prática vão responder por conduta antiética e estarão sujeitos a sindicâncias e sanções.

Dados do CFM apontam que pelo menos cinco médicos foram cassados nos últimos quatro anos por praticar procedimentos sem comprovação científica, enquanto dez profissionais foram punidos com suspensão.

— A questão da eterna juventude ainda está no campo das fábulas. Do ponto de vista técnico-científico, não há nenhuma afirmação de um procedimento que possa retardar ou retornar a juventude daquele que já envelheceu — destacou Vital.

Para a geriatra e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Maria Lencastre, a manipulação hormonal deve ser indicada apenas nos casos em que o paciente apresente algum tipo de disfunção na produção de hormônios, como nos casos de hipotireoidismo (distúrbio hormonal que afeta o metabolismo do organismo).

Ela lembrou que o fator genético responde por um terço das causas do envelhecimento e que a melhor maneira de retardar o processo é a modificação de hábitos, que incluem a prática de exercício, a alimentação adequada e a perda de peso.

— Envelhecimento não é doença. Medicamentos que não são necessários, além do risco, significam custo com uma população que já tem grandes custos [com patologias como doenças do coração] — completou.

Comentar esta matéria Comentários (5)

Felipe Weber

De igual forma cabe ressaltar que "tratamento novo" não é o mesmo que "tratamento não aprovado pelo Conselho de Medicina". Tratamentos "novos" devem passar por testes mundiais até serem aprovados para uso em massa, e por um bom motivo. O uso de tratamentos "novos" e "milagrosos" não passa de golpe

08/08/2012 | 00h30 Denunciar

Felipe Weber

O pré-conceito, no caso da medicina, é benéfico àqueles que não estão interessados em tornarem-se cobaias humanas, preferindo conhecer os efeitos das drogas que estão tomando. Este mesmo pré-conceito auxilia para que charlatões encontrem dificuldade em receitar tais tratamentos aos menos informados

08/08/2012 | 00h27 Denunciar

Carlos Augusto

Mas é claro que sim, se condenam o uso da medicina para salvar vidas, imagina para retardar o envelhecimento.

07/08/2012 | 19h37 Denunciar

sandra

Não existe uma maneira de retardar o velhecimento. O que existe é uma forma de viver racionalmente e cuidar do corpo e da mente e saber aceitar que tudo é finito. Envelhecer e morrer faz parte do ciclo da vida. Se não quiser envelhecer , morra jovem!!!

07/08/2012 | 15h48 Denunciar

lvf28

É lógico que a prescrição discriminada de hormônios sem solicitações de exames prévios é errada e tão pouco correta tomar essas medidas como "chamariz" de pacientes. Mas tb há o preconceito por parte da própria medicina de novos tratamentos que dão bons resultados e não são aceitos pelos conselhos.

07/08/2012 | 12h38 Denunciar

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