Quem chega em frente à obra do Hospital da Restinga e Extremo Sul, em Porto Alegre, já não consegue mais enxergar o horizonte ao fundo. O avanço dos prédios erguidos até o último pavimento revelam os contornos de um sonho prestes a se tornar realidade.
A expectativa é que, até julho deste ano, a estrutura de concreto bruto esteja concluída. A instalação das alvenarias internas também está adiantada. Segundo o engenheiro civil André Bezerra, que coordena a execução do projeto pela empresa MPD Engenharia, estas fases finalizadas representarão 60% da obra. Ao mostrar a área onde será o centro cirúrgico, o engenheiro não esconde o orgulho.
— Aqui devem nascer os futuros bebês da Restinga — projeta.
Cerca de 150 operários trabalham para dar forma ao hospital. O contrato da MPD Engenharia com o Hospital Moinhos de Vento termina em fevereiro, mas um aditamento já está encaminhado para estender o prazo. Segundo Bezerra, a obra deve ser finalizada até o fim do primeiro semestre de 2013. Depois, devem ser necessários cerca de três meses para instalar mobiliários e equipamentos.
Na obra, um dos quartos de internação, com capacidade para cinco leitos, recebeu acabamentos e itens de mobília iguais aos que serão usados nas futuras dependências do hospital. O objetivo é fazer um teste que aponte ajustes necessários.
— Tudo o que foi usado será colocado nos outros cômodos também — afirma o engenheiro.
Erguido e mantido pelo Moinhos de Vento, o hospital irá atender apenas pelo Sistema Único de Saúde.













