Dia das mães13/05/2012 | 10h03

Alimentação durante a gravidez pode influir no paladar do bebê

Carboidratos, proteínas e lipídios devem ser consumidas equilibradamente

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Alimentação durante a gravidez pode influir no paladar do bebê Genaro Joner /
Açúcares devem ser evitados Foto: Genaro Joner

A importância da alimentação durante a gestação, apesar de reconhecida por grande parte da população, é cercada de crenças que podem interferir na saúde e nutrição da mãe e do feto. Algumas dessas crenças são benéficas e devem ser encorajadas, outras, entretanto, como a de que a mãe deve comer por dois, são errôneas e devem ser corrigidas.

De acordo com a nutricionista Fabiana Fangueiro, especialista em nutrição infantil, uma alimentação balanceada durante a gestação indica uma boa aceitação de alimentos saudáveis após o nascimento. Apesar do acompanhamento nutricional ser importante ao longo de toda a gestação, nos primeiros meses a futura mamãe deve ter a atenção redobrada.

— Vegetais escuros, como couve, espinafre, aspargos ou brócolis são ricos em ácido fólico, substância responsável pela formação do tubo neural do bebê, por isso são fundamentais, principalmente no início da gestação — recomenda.

Açúcares podem ser vilões durante a gestação.

— É preciso reduzir muito o consumo de açúcares durante a gravidez para evitar o desenvolvimento de diabetes — explica Fabiana.

É necessário ainda que sejam evitados longos períodos de jejum, para uma melhor digestão e aproveitamento dos alimentos, que devem ser ingeridos a cada três horas. Os principais grupos nutricionais, como carboidratos, proteínas e lipídios, devem ser consumidos equilibradamente.

:: Carboidratos — fonte de energia para a gestante, o embrião e o feto. Quando o consumo de carboidratos é baixo ao longo da gravidez, o recém-nascido corre o risco de nascer com baixo peso. Eles são encontrados nas frutas, verduras, legumes e cereais. Porém, Fabiana alerta para preferências dos integrais, como arroz, macarrão, pães e biscoitos integrais e barras de cereais.

:: Proteínas — são essenciais para o desenvolvimento dos novos tecidos, tanto da mãe como do bebê, desempenhando um papel importante na formação do útero, mamas, placenta e líquido amniótico. Não há restrições, podendo-se consumir carnes vermelhas ou brancas, mas sempre dando preferências para as magras, além de leguminosas, como feijões, soja, lentilha, grão de bico, ervilha e frutas oleaginosas.

:: Lipídios — fornecem energia à gestante e ao feto. Contribuem para o crescimento do bebê e para formar os estoques energéticos que a mulher vai utilizar no período de aleitamento. No entanto, Fabiana lembra que o consumo de gordura deve ser sempre por meio de gorduras "boas": óleos de coco, milho, girassol, gergelim, soja, canola, macadâmia, azeite de oliva extravirgem, peixes como salmão, atum e sardinha e a linhaça; evitando-se ao máximo frituras e óleos quentes.

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