Cancelas da discórdia06/03/2013 | 19h45

Tarso pede suspensão de protestos até que liminar que pede fim de concessão seja julgada

Piratini aguardava decisão do STJ durante audiência realizada em Carazinho, o que não ocorreu

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Tarso pede suspensão de protestos até que liminar que pede fim de concessão seja julgada Tadeu Vilani/Agencia RBS
Governador pediu que decisão judicial seja respeitada Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

A aguardada liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que poderia autorizar o fim da concessão do polo de pedágio de Carazinho, não foi expedida até as 18h30min desta quarta-feira. Com isso, a empresa Coviplan segue autorizada judicialmente a permanecer explorando as praças até 28 de dezembro.

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A batalha jurídica entre o Piratini e as concessionárias

A audiência pública do Conselhão, que debateu o futuro das estradas na tarde desta quarta-feira, no auditório da Ulbra, em Carazinho, acabou se limitando a críticas ao atual modelo de concessões e a discursos políticos. O governador Tarso Genro pediu aos presentes que não realizem os protestos que estavam marcados para ocorrer na praça entre Carazinho e Sarandi.

Em vídeo, Tarso defende a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR):



Havia previsão de que caminhoneiros acampassem no local para fazer vigília, com direito a uso de caminhão de som. No entanto, o temor por possíveis conflitos levou Tarso a solicitar o respeito à decisão judicial.

Na audiência, temas como o nível de investimento nas rodovias após o término das concessões e o valor das tarifas — ainda indefinido — não foram abordados com detalhes técnicos.

Em diversos momentos, se sobressaíram as críticas ao serviço prestado pelas concessionárias que atuam nos sete polos estaduais de pedágios privados.

O deputado estadual Edegar Pretto (PT) atacou a Justiça Federal, que autorizou a concessionária Coviplan a permanecer nas praças até o final do ano. O Piratini esperava que a concessão fosse encerrada nesta quarta-feira, com levantamento de cancelas e festa para comemorar o fim das tarifas.

— Essa decisão do Tribunal Regional (Federal) é alinhada com o capital e com o bolso das concessionárias — afirmou Pretto.

A audiência também teve momentos semelhantes aos das campanhas eleitorais.

O prefeito de Carazinho, Renato Süss (PDT), criticou os pedágios e lamentou a decisão da Justiça Federal,arrancando aplausos da plateia que lotava o auditório da Ulbra.

— Isso aqui é um baita palanque para a minha reeleição — destacou Süss.

Depois, o sindicalista Milton Schmitz, chamado para discursar entre os representantes da comunidade, também adotou discurso eleitoral.

— Com essas atitudes, o governador Tarso Genro começa a construir a sua reeleição — afirmou.

Tarso, que estava em Brasília, chegou ao ato próximo das 16h30min. Havia expectativa de que ele trouxesse notícias do STJ sobre a possível reversão da decisão favorável à empresa.

Contudo, não havia decisão. O governador relatou que os documentos e argumentações da Procuradoria- Geral do Estado (PGE) estavam no STJ apenas aguardando análise.

— Temos convicção de que nossos argumentos estão corretos — afirmou Tarso, que entrou no auditório ao som do Parabéns a você, puxado pelo secretário executivo do Conselhão, Marcelo Danéris.

Tarso, que está completando 66 anos, também protestou contra as concessões de pedágioe fez novamente críticas à imprensa.

Com esperança de que o STJ possa determinar o levantamento das cancelas, Tarso anunciou que irá pernoitar em Carazinho. Se a decisão judicial sair e for favorável, ele irá fazer um ato simbólico de levantamento das cancelas às 8h desta quinta-feira.

— Não vou voltar a Porto Alegre. Vou esperar aqui com vocês. Não vamos perder a cabeça se a decisão não sair hoje (quarta-feira) — pediu Tarso.

O polo de Carazinho seria o primeiro dos sete polos estaduais privados a ser extinto. No entanto, a Justiça Federal entendeu que a Coviplan deveria permanecer até 28 de dezembro porque o prazo do contrato de concessão começou a contar somente a partir da cobrança de pedágio. Com isso, o término da cobrança ocorreria apenas no final de 2013. O Piratini sustenta que a concessão passou a correr a partir da ordem de serviços iniciais, que incluiu um período de seis meses de obras, sem cobrança de pedágio.

Comentar esta matéria Comentários (3)

josé aroldo

BELA ASSESSORIA JURIDICA DO GOVERNADOR DO ESTADO.

06/03/2013 | 22h33 Denunciar

josé aroldo

PORQUE NÃO TRANCAMOS A RODOVIA? PORQUE NÃO FAZEM UM DESVIO?

06/03/2013 | 22h27 Denunciar

Leonir

Meu temor é que com a competência que é peculiar ao estado, ainda sentiremos saudade das concessionárias.

06/03/2013 | 20h04 Denunciar

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