Ao comentar a decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, Felix Fischer, que resolveu manter, nesta quinta-feira, a concessionária Coviplan no polo de pedágio privado de Carazinho, o governador Tarso Genro pediu que a comunidade faça um abaixo-assinado para manifestar a indignação social com a cobrança de tarifas na localidade.
Saiba mais
A batalha jurídica entre o Piratini e as concessionárias
— Vamos reunir milhares de assinaturas. Eu deixo essa sugestão. E eu vou levar isso aos autos do processo no STJ — declarou o governador, depois de almoçar em uma churrascaria em Carazinho.
Tarso também demonstrou discordância com os argumentos do ministro, que alegou não haver risco de dano à ordem e economia pública com a permanência da Coviplan nas praças até 28 de dezembro. Ele afirmou que a decisão do magistrado "nitidamente" se aproxima mais do interesse econômico do que do social. No entanto, afastou qualquer possibilidade de haver má fé na decisão judicial.
Ele comentou que o abaixo-assinado será importante para que o magistrado, que atua em Brasília, tome conhecimento da indignação da sociedade.
Tarso comentou que, por vezes, do "alto da magistratura", os juízes podem não ter a percepção dos anseios populares.
Em relação aos protestos no entorno das praças de Carazinho, adiados desde ontem a pedido do próprio Tarso, ele comentou que, caso ocorram, as manifestações devem ser pacíficas.
O governador explicou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) recorrerá novamente ao STJ, desta vez para um colegiado de magistrados, para solicitar o encerramento do polo de Carazinho e o levantamento das cancelas.Apesar de a Coviplan ter sido mantida no polo de Carazinho pelo STJ, os sindicatos dos Metalúrgicos e dos Transportadores de Cargas de Carazinho e Região decidiram não fazer protestos nas redondezas das praças. Manifestações estavam sendo preparadas há dias, mas foram arrefecidas a pedido de Tarso.













