Opinião21/03/2013 | 05h02

Rosane de Oliveira: "Tolerância com o erro"

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Não bastasse a constatação de que redações com erros crassos como trousse, enchergar e rasoavel tiraram nota 10 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma professora entrevistada na quarta-feira na Rádio Gaúcha pelo jornalista Daniel Scola revelou que a orientação dada aos corretores de textos era pegar leve com os erros. Isso explica por que uma redação que reproduzia a receita da massa miojo não foi desclassificada, como também não tiveram zero os textos que não chegaram à metade das 15 linhas exigidas como tamanho mínimo.

A professora contou que, no treinamento, os avaliadores foram orientados a não dar zero para ninguém e a ignorar erros como a confusão entre “imigrante” e “emigrante”. Se o aluno zerar a redação, será excluído do processo de seleção e, segundo a professora, é isso que o Ministério da Educação quer evitar.

O MEC lavou as mãos. Em vez de detalhar qual é a orientação dada aos avaliadores, passou a tarefa para o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), que aplicou a prova em conjunto com a Cesgranrio. O diretor-geral do Cespe, Paulo Portela, negou que a orientação tenha sido para evitar zero ou notas baixas.

Com a alegação de que não terá ninguém disponível para falar sobre o tema, a assessoria do ministro Aloizio Mercadante descartou a possibilidade de uma entrevista esclarecedora. Até decisão em contrário, o ministério só vai se manifestar por nota oficial.

A tolerância com o erro desestimula os professores que tentam ensinar seus alunos a escrever corretamente. Mais ainda, estimula os maus alunos a fazer corpo mole.

A correção inadequada das provas distorce os resultados do Enem e produz estatísticas enganosas. O pior é que, sendo a nota do Enem o critério de seleção para entrada na faculdade, a negligência na correção pode estar produzindo injustiças na hora de preencher as vagas.

Comentar esta matéria Comentários (7)

Eduardo

Chega desse estilo jornalístico trazido pela Record e pelo Fantástico, voz do pato Donald, silueta de costa, etc. Mostra a cara e diz, sou fulano de tal, fui contratado para fazer tal coisa e estou aqui para denunciar.

22/03/2013 | 10h22 Denunciar

Milton Munaro

Ao desgoverno do PT e seus aliados interessa manter o povinho em estado ignorante, mais fácil manipular a massa.

21/03/2013 | 18h28 Denunciar

carlos silva

Essa professora foi entrevistada. Logo,ela tem uma identidade.Talvez fale a verdade,ou não.Se aconteceu como ela conta,que nomeie quem deu a tal orientação.Ficar no diz-que-me-disse é futrico de comadres desocupadas.Agora: ela aceitou e foi paga para aquilo que diz ser torto.Muito feio de sua parte.

21/03/2013 | 17h45 Denunciar

Vivian

Antes de julgar uma pessoa que resolveu expor detalhes de um problema que já está divulgado na midia, a população deveria exigir explicações e atitudes das entidades competentes. Infelizmente, o povo brasileiro (uma parte) prefere tirar vantagem do erro do que ser punido por cometê-lo.

21/03/2013 | 17h05 Denunciar

steyce

Que absurdo!!! Como pode um problema tão grave ser tratado como uma coisa banal? Será que essa professora esqueceu que esse é um processo seletivo para entrar em uma universidade??? Erros de português garrafais! Isso é um desrespeito com aqueles professores que realmente se dedicam a ensinar de vdd!

21/03/2013 | 13h09 Denunciar

jussara

O que é mais absurdo? Os erros e os deboches dos alunos, as orientações do MEC ou ser conivente com processo e ainda reclamar que ganhou pouco. Que vergonha professora! Um erro não justifca o outro.

21/03/2013 | 09h59 Denunciar

lino vilson

Vc sequer cogitou a possibilidade dessa pessoa ter feito vistas grossas ao erro por preguiça ou por ma vontade em executar a tarefa. Eh muito simples esquivar-se da responsabilidade e culpar os gestores do ENEM. Numa prova com tamanha amplitude deveria ouvir mais que uma professora.

21/03/2013 | 09h41 Denunciar

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