Opinião14/03/2013 | 06h04

Rosane de Oliveira: "Pedras na biografia do Papa"

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Sem institutos de pesquisa e sem marqueteiros, a escolha do papa argentino surpreendeu os especialistas em Vaticano, os apostadores profissionais e os palpiteiros de plantão, que nunca o colocaram na lista dos favoritos, apesar de quase ter chegado lá quando Bento XVI foi eleito. Por ter 76 anos e um pulmão só, era descartado por não caber no modelo imaginado para suceder Bento XVI: jovem, boa saúde, moderno, capaz de fazer a revolução de que a Igreja precisa.

Por não estar entre os cotados, antes e durante o conclave ninguém falou – bem ou mal – do passado do cardeal Jorge Mario Bergoglio. Anunciado como papa Francisco, as redes sociais se encarregaram de manchar a biografia que tinha como principais informações a origem ítalo-argentina, a simplicidade de homem que cozinha a própria comida e que andava de metrô em Buenos Aires. O papa Francisco é acusado de cooperar com a sangrenta ditadura argentina e até de cumplicidade com o sequestro de bebês. Se tudo isso é verdade, que se apure, para que não pairem dúvidas sobre a integridade do líder de um rebanho de 1,2 bilhão de fiéis. Diferentemente do Brasil, a Argentina segue investigando e punindo quem cometeu crimes nos Anos de Chumbo.

São acusações gravíssimas, que em outros tempos ninguém publicaria sem provas, mas na velocidade da internet se transformaram em verdades tuitadas, retuitadas, compartilhadas no Facebook e reproduzidas em blogs mundo afora. Existe uma denúncia formal de conivência com o sequestro de dois sacerdotes, pela ditadura militar, mas até aqui não são conhecidas provas de seu envolvimento com a guerra suja.

Nas redes sociais, multiplicaram-se as acusações de que é conservador, porque se posicionou contra o aborto, o casamento gay, a adoção de crianças por casais homossexuais e a liberalização das drogas, como se algum dos outros 114 cardeais pensasse muito diferente.

Comentar esta matéria Comentários (13)

José Luis

Admiro a preocupação com as difamações recorrentes, a tudo e a todos, nas chamadas "redes sociais". No entanto acho que a própria imprensa precisa decidir se se torna refém das mesmas, sentindo-se na obrigação de repercutir tudo o que nelas aparece, ou se faz como as pessoas de bom senso e ignora.

14/03/2013 | 11h33 Denunciar

Carlos

Efetivamente, seja pelo histórico qto. a dominação espanhola, antissemita, pelo acolhimento do Nazismo, durante e após a II Guerra, pelo apoio ao golpismo de 1976 e à dura repressão, o histórico desse Senhor não o recomenda. Talvez que essa linha política agrade à Articulista. À maioria do povo não.

14/03/2013 | 10h59 Denunciar

Carlos

A História mostra grande diferença entre a I Católica Argentina e a Brasileira, não são mesma religião. A Argentina acolheu Nazistas, após a II Guerra Mundial, a I C Luso/Brasileira jamais foi antissemita. Enquanto a folha aponta "O papa e o pecado da Omissão", esta colunista o defende.

14/03/2013 | 10h54 Denunciar

João

Que texto infeliz, Rosane. Só faltou babar. Jornalismo já foi mais que fofoca das redes sociais..

14/03/2013 | 09h57 Denunciar

marcia

Tem coisas que eu não entendo...As mesmas questões defendidas pelos lideres da igreja católica ou que são escolhidos Papas,são defendidas pelos líderes evangélicos..OK? Porque o Papa a jornalista Rosane de Oliveira,denomina CONSERVADOR e os líderes evangélicos no Brasil os rótula como homofóbicos???

14/03/2013 | 09h57 Denunciar

Alexandre

Ser conservador é ser ruim, mas ser a favor de liberar drogas é ser bom? Tá loco. Onde vai parar esse mundo...

14/03/2013 | 09h42 Denunciar

Iuri

Minha cara, não são "as redes sociais" que estão falando isto, estas acusações vieram exatamente das investigações da justiça argentina, que acusou o cardeal de ter entregado diversos colegas franciscanos à ditadura. Não se CONSEGUIU PROVAR nada ATÉ AGORA, APESAR DOS INDÍCIOS.

14/03/2013 | 09h42 Denunciar

Fernando Guilherme Roos

Acho que são tantas denúncias "vazias" nas redes sociais .... que eu nem acredito mais nestas denúncias ! Sou Luterano, mas respeito outras religiões, desde que estas também respeitem a religião dos outros. Maestro Fernando

14/03/2013 | 09h36 Denunciar

Maurício Campello

O próprio site da ZH já trazia no perfl do então Cardeal que ele teria cooperado com a ditadura. Era a única informação disponível junto com a data da nomeação dele.

14/03/2013 | 08h49 Denunciar

ATANAGILDO BRANDOLT

Preza Rosane, as redes sociais não mancharam a biografia do novo Papa, apenas revelam seu passado, que ao que indicam não tem muito de Franciscano ????

14/03/2013 | 08h34 Denunciar

Hermes

Não foram as redes sociais que mancharam a biografia do novo papa; foram as ações dele, como colaboracionista da sangrenta ditadura militar argentina que fizeram isso. As redes sociais apenas estão mostrando a sujeira (o rei está nu ...). Não se suja o que já está muito sujo.

14/03/2013 | 08h30 Denunciar

ATANAGILDO BRANDOLT

Bom dia

14/03/2013 | 08h30 Denunciar

Emílio José

Este artigo é de uma mediocridade total, mal intencionado. Qualquer pessoa "um pouquinho mais informada e culta" sabe que a Igreja Católica não aceitará o aborto e o casamento gay. E dizer que ele participou de sequestros de bebes... é "plantar" notícia. Se conhece a árvore pelos frutos...

14/03/2013 | 07h39 Denunciar

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