Opinião07/03/2013 | 06h09

Rosane de Oliveira: "Bandeira de campanha"

Enviar para um amigo
Pela primeira da série de audiências públicas que o governo vai realizar pelo Rio Grande afora para discutir com a comunidade a nova política do governo para os pedágios, pode-se ter uma prévia do que veremos nos próximos meses e na campanha eleitoral de 2014. O fim dos contratos com as concessionárias deverá ser explorado com igual ou maior veemência do que foi a campanha de 1998, quando o PT cunhou o slogan Olívio é o caminho, Britto é o pedágio.

A audiência de quarta-feira, em Carazinho, com um auditório lotado de líderes políticos e comunitários contrários ao modelo de pedágio adotado em 1998 e que será extinto neste ano, rendeu imagens que comporão um riquíssimo acervo para a próxima campanha. Em 2010, Tarso havia se comprometido a extinguir a praça entre Caxias e Farroupilha e a não renovar o contrato com as concessionárias. A promessa será cumprida até dezembro.

A discussão do passivo é um capítulo à parte: como fracassaram as tentativas de acordo, as empresas terão de recorrer à Justiça para buscar a compensação pelo alegado desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Como são cálculos complexos, não haverá desfecho neste governo. Pelos tempos do Judiciário, nem no próximo haverá decisão transitada em julgado.

A veemência com que Tarso falou na quarta em Carazinho mostra o peso do fim dos contratos na agenda política do governo. Além de condenar o modelo adotado no governo Britto e a falta de transparência das contas das concessionárias, assegurou que a Empresa Gaúcha de Rodovias, que vai operar o pedágio nas estradas estaduais, terá condições de manter as estradas em bom estado e realizar investimentos.

Na véspera, o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, e o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, já haviam tentado desfazer as dúvidas sobre a capacidade de investimento da nova estatal. Os dois rejeitam a comparação com estradas que estão sob a responsabilidade do Daer e que apresentam péssimas condições de pavimento, sinalização e acostamento. Alegam que, como a receita do pedágio não cairá no caixa único, está afastado o risco de faltar dinheiro para a conservação. O ritmo dos investimentos, no entanto, vai depender da receita. Se uma comunidade exigir maior rapidez em obras programadas para execução a médio ou longo prazo, terá de pagar o preço na forma de aumento da tarifa.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga os perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros