Opinião19/03/2013 | 04h32

Rosane de Oliveira: "A batalha dos pedágios"

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Fracassada a tentativa de pressão popular sobre o Judiciário para acabar com os pedágios privados, o governador Tarso Genro resolveu apresentar pessoalmente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) os argumentos do Rio Grande do Sul. Tarso embarcou para Brasília na segunda-feira, confiante de que poderá reverter a decisão que impediu o levantamento das cancelas no Polo de Carazinho, no dia 7 de março. O roteiro da Coviplan deverá ser seguido pelas demais concessionárias nos próximos meses.

Até o início da noite de segunda, o site do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social contabilizava 1.118 assinaturas. Quando propôs o abaixo-assinado e abriu espaço no site para registrar o apoio, o governo esperava pelo menos 30 mil adesões.

Todas as empresas entrarão com ação judicial pedindo liminar que impeça o encerramento dos contratos antes de dezembro, quando fecham 15 anos da ordem de início da operação, com a consequente cobrança de pedágio.

O governo entende que o prazo deve ser contado a partir da assinatura do contrato, mesmo que nos primeiros meses da concessão as empresas tenham trabalhado na recuperação das rodovias e na construção das praças, sem cobrar pedágio. O STJ manteve a liminar do Tribunal Regional Federal, que aceitou os argumentos das concessionárias de que os 15 anos terminam em dezembro.

Está claro que a estratégia dos advogados das empresas é atuar em dois tempos. Primeiro, impedir o levantamento das cancelas nos próximos meses. Depois, recorrer à Justiça para impedir o encerramento dos contratos enquanto não for resolvido o impasse do desequilíbrio econômico-financeiro.

Como no governo de Yeda Crusius o Daer reconheceu oficialmente que existe desequilíbrio, as empresas confiam que ganharão na Justiça o direito de continuar operando os polos de pedágio enquanto não receberem o que lhes é devido. Alegam que existem duas formas de resolver o desequilíbrio: pagando o valor devido ou prorrogando o tempo da concessão.

O que as concessionárias não querem é correr o risco de processar o Estado, ganhar a indenização na Justiça e receber um precatório que, até a semana passada, nem Deus sabia quando seria pago. Com a decisão do STF que manda pagar os precatórios em até um ano depois de a sentença transitar em julgado, dirigentes de concessionárias passaram a acreditar que o governo evitará criar novos passivos.

Comentar esta matéria Comentários (6)

José Bellé

Essa concessionária que estão EXPLORANDO o pedágio, tomando dinheiro do povo querem a ultima gota de sangue, eu tenho uma coleção de fotos de buracos na estrada canela são chico, PAREM DE ROUBAR, BASTA

19/03/2013 | 20h19 Denunciar

antonio c.

O governo do RS deveria gastar toda esta energia que esta pondo no pedágios, para por este estado a funcionar, pois o que se vê, é que ele esta criando um fantasma para fugir dos problemas sérios que o Rio Grande do Sul tem que solucionar

19/03/2013 | 17h50 Denunciar

Regis

Os pedágios assumidos pelo Estado vão custar 70% do preço atual, não vão ter serviço de socorro mecânico e os recursos para manutenção das estradas e ampliação serão minguados... baita negócio, governador!!

19/03/2013 | 15h22 Denunciar

Luis Paulo 2

O governo poderia aproveitar o concurso publico do magisterio e criar uma nova carreira para os novos professores. Uma carreira atraente e compativel com o piso do magisterio. Os atuais professores poderiam optar pela nova carreira se quiserem. Seria um passo para diminuir futuros precatórios.

19/03/2013 | 14h05 Denunciar

José Antonio

É uma ilusão muito grande achar que esta decisão do supremo,favorece quem tem ou vai ter um precatório receber.Não tenho espeço aqui para dar a devida explicação,estão pulando várias etapas, no final de todos os precedimentos administrativos ele pode virar uma rubrica RESTOS A PAGAR.....

19/03/2013 | 12h18 Denunciar

Luis Paulo

Acho bobagem o Pinóquio tentar levantar as cancelas agora. Espere ate dezembro, pois assim não dará tempo das estradas deteriorem muito ate as eleicoes sem manutenção adequada pela famigerada EGR. E o povo não vai notar o engodo em que caiu.

19/03/2013 | 12h09 Denunciar

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