Vale do Sinos03/03/2013 | 19h06

Luis Lauermann é eleito prefeito de Novo Hamburgo

Petista derrotou Paulo Kopschina (PMDB) neste domingo

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Luis Lauermann é eleito prefeito de Novo Hamburgo Charles Dias/Especial
Lauermann e partidários usaram camisetas que diziam "Obrigado, Tarcísio!" Foto: Charles Dias / Especial
Após oito meses de campanha, debates, troca de acusações e até de aliados, Novo Hamburgo tem um novo prefeito. Formado em Ciências Sociais e deputado estadual por dois mandatos, o petista Luis Lauermann, 48 anos, derrotou Paulo Kopschina (PMDB) nas urnas neste domingo.

— Houve tentativa de tapetão, sofremos injustiça, mas o povo respondeu hoje. Faremos um governo de todos, com apoio dos governos de Dilma e Tarso — destacou Lauermann.

Lauermann revelou que, entre suas prioridades, estão investimentos em segurança — com reforço policial — e mais médicos para garantir uma saúde qualificada.

Das eleições suplementares, a de Novo Hamburgo despontou como a mais relevante. A capital nacional do calçado é a sétima economia do Estado, o motor do Vale do Sinos. Com 238,9 mil habitantes e 177,2 mil eleitores, é o sétimo maior colégio eleitoral gaúcho.

Nos menos de 50 dias de corrida eleitoral, lideranças como o governador Tarso Genro, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o ex-governador Olívio Dutra e os deputados federais Marco Maia e Henrique Fontana, entre outros, também deram as caras na cidade. A preocupação se justificava.

Então reeleito com 53% dos votos válidos em outubro passado, Tarcísio Zimmermann não assumiu por ter o registro negado pela Justiça Eleitoral. Na nova eleição, largou como candidato, mas foi novamente proibido de concorrer. O motivo é que teria sido causador da anulação da eleição passada.

— Não quero ser uma sombra, mas vou estar ao lado do prefeito — afirmou Zimmemann.

A 20 dias da votação suplementar, seu vice, Luis Lauermann, assumiu a cabeça da chapa e garantiu a vitória. Com promessa de investir, principalmente, em segurança e saúde, Lauermann foi ovacionado pelos militantes, que mesmo sob chuva cantavam e agitavam bandeiras para celebrar a vitória. Enquanto o prefeito eleito não se pronunciava, o padrinho Zimmermann já comemorava:

— Sempre confiei muito no nosso taco e sabia que teria capacidade para transferir votos.

Derrotado, Kopschina reconheceu a vitória do oponente e destacou o trabalho da militância durante a campanha:

— Tivemos garra e dedicação, reforçando a base com o apoio do PDT. Só tenho a agradecer a todos pelo empenho e, à população, pela paciência durante tantos meses de campanha.

Eleição foi anulada após impugnação de candidatura

Tarcísio Zimmermann foi condenado em 2004 por participar da inauguração de uma obra estadual na cidade e, por isso, foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e considerado inelegível por oito anos.

Em 2006, quando a Lei da Ficha Limpa ainda não existia, Zimmermann foi eleito deputado federal e, em 2008, tornou-se prefeito.

No ano passado, apesar da validade da lei, Zimmermann concorreu e foi eleito porque, até o dia da votação, o caso não havia sido julgado em última instância. Isso ocorreu depois, o que impugnou sua candidatura e deixou a eleição em suspenso.

Baseado no entendimento de que sua pena expirava em dezembro de 2012, Zimmermann decidiu concorrer na eleição suplementar deste ano. Mas como teria sido o causador da anulação da disputa anterior — por estar em situação irregular —, foi novamente barrado. Em seu lugar, assumiu Luis Lauermann.

O PMDB manteve a mesma cabeça de chapa de outubro passado: Paulo Kopschina. De quebra, agregou o apoio de Lorena Mayer, do PDT, que era vice de Zimmermann e virou a casaca, fortalecendo a coligação.

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