Operação Rodin08/03/2013 | 21h01

Caso Detran ganha um novo juiz titular

A juíza Simone Barbisan Fortes irá trabalhar em Santa Catarina

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A juíza Simone Barbisan Fortes, que até a última quinta-feira era a titular da 1ªVara da Justiça Federal de Santa Maria, não julgará mais o processo da Operação Rodin, que investigou um suposto esquema criminoso no Detran em 2007.

Ela foi transferida para Florianópolis (SC), onde começa a trabalhar nos próximos dias. Em seu lugar, já assumiu o juiz Loraci Flores de Lima, que atuava em Bagé.

Em janeiro, em entrevista ao Diário de Santa Maria, Simone afirmou que havia pedido transferência para Santa Catarina. Na ocasião, ela alegou motivos pessoais para a mudança e disse que poderia bater o martelo sobre a possível sentença dos 31 réus envolvidos ainda no primeiro semestre deste ano.

Nesta sexta-feira, Simone não foi localizada para falar sobre o assunto. A assessoria do Tribunal Regional Federal da 4ªRegião informou que esse tipo de transferência é um procedimento comum e negou que possa haver outro motivo.

Loraci diz que não há "maior dificuldade" no caso da Rodin

Com a saída de Simone, a sentença pode demorar ainda mais para ser concluída, já que o novo titular que cuidará do caso não conhece o processo, que, com mais de 120 mil páginas, é o maior da história da Justiça Federal no Estado.

— Primeiro, tenho de entender o processo — disse Loraci.

Questionado sobre a mudança, Loraci confirmou que a sentença deve atrasar ainda mais que o previsto inicialmente. Sobre a responsabilidade de julgar o processo, que envolveu importantes nomes da política gaúcha, o magistrado afirmou estar tranquilo.

— Cada processo é um processo. É evidente que este (o da Rodin) representa mais pelo volume. Mas não tem maior dificuldade. Faz parte do sistema — concluiu.

Os três procuradores do Ministério Público Federal de Santa Maria que estavam à frente da Operação Rodin bem no início da investigação também serão transferidos ainda neste semestre. Harold Hoppe vai para Canoas, Jerusa Burmann irá para Lajeado, e Rafael Miron atuará em Itajaí (SC).

Na próxima segunda-feira, se encerra o prazo para que os bancos entreguem à Justiça as informações referentes a pelo menos 150 contas de envolvidos no processo. Com isso, o Ministério Público Federal poderá ter acesso a dados que são considerados, pela promotoria, provas importantes para a responsabilização dos acusados.

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