O inquérito sobre o caso da boate Kiss coloca um ponto final no infeliz jogo de empurra protagonizado nos últimos meses por lideranças políticas e pessoas do setor privado no Estado. A sequência de erros começa pelo descumprimento da lei existente, com a manutenção de uma casa noturna irregular, e se estende pela negligência com a fiscalização. Quando lista os motivos da tragédia, a Polícia Civil já justifica o indiciamento criminal de 16 pessoas, em um total de 35 responsáveis. De funcionários da prefeitura, passando por bombeiros e empresários, a autoridades do mais alto escalão, todos devem explicações à sociedade. Que o caso da Kiss seja um marco: o fim da lógica distorcida do “vai dar em nada”.












