Decisão em março05/02/2013 | 09h23

Tarso reforça intenção de construir a ERS-010, mas volta a ponderar riscos ao Estado

Proposta original já havia sido alterada a pedido do governo

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Tarso reforça intenção de construir a ERS-010, mas volta a ponderar riscos ao Estado Fernando Gomes/Agencia RBS
Tarso Genro participou do programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Prometida para março, a posição do governo do Estado sobre a construção da ERS-010 por meio de uma parceria público-privada (PPP) foi sinalizada nesta terça-feira pelo governador Tarso Genro, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

Tarso adiantou que já tem "um juízo técnico, econômico e político" do projeto da empreiteira Odebrecht para construir a rodovia que iria de Sapiranga a Porto Alegre e ajudaria a desafogar o trânsito na Região Metropolitana - principalmente na BR-116. Apesar de garantir o interesse na obra, voltou a ponderar que ela não pode apresentar riscos ao Estado, a exemplo do que já havia feito no ano passado.

— As negociações com a Odebrecht e outras empresas estão sendo feitas. A pergunta que fica é: queremos fazer? Sim. Com PPP? Sim, nos modos que sejam favoráveis ao Estado — detalhou.

A proposta original da empresa foi alterada pela Associação dos Municípios da Grande Porto Alegre (Granpal) a pedido do governo, que não concorda com três pontos do projeto: o preço da obra, o custo das desapropriações - que o Piratini considera subestimado e a necessidade de que o Estado pague ressarcimento à empreiteira caso o volume de veículos seja menor que o previsto.

— O Estado não pode complementar o risco. Tudo isso está sendo bem compreendido pela Odebrecht e acho que vamos ter uma saída positiva para isso — afirma Tarso.

Nas alterações sugeridas pela Granpal, o ressarcimento pelo fluxo inferior ao projetado seria excluído do projeto. Além disso, o custo das desapropriações seria pago pelo governo em parcelas anuais ao longo dos 20 anos de concessão da rodovia. No entanto, Tarso sinalizou na entrevista que o preço não pode ser "somente de responsabilidade do Estado".

Eleições no Congresso

Tarso Genro também se manifestou sobre as escolhas de Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Alves (PMDB-RN) para comandar Senado e Câmara, respectivamente. Embora tenham uma série de denúncias e suspeitas contra si, os dois foram eleitos devido a acordos que tiveram a influência do governo petista.

O governador afirmou que existe "uma causa estrutural que determina essa deformação do sistema político", citando que as alianças "não são verticais".

— Os partidos são obrigados a procurar empresários (para financiar campanha), e, às vezes, isso estabelece relações de compromisso que são espúrias. O financiamento público de campanha é a chave para a reforma política — explicou.

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