Opinião08/02/2013 | 05h29

Letícia Duarte: "A utilidade das árvores"

Enviar para um amigo
Depois de uma ação desastrada na derrubada de 14 árvores dos entornos da Avenida do Gasômetro sem um trabalho prévio de sensibilização dos moradores e de uma declaração infeliz do prefeito José Fortunati, dizendo que a população não utiliza estas árvores conforme reproduzido pelo jornal Correio do Povo , a prefeitura paga o preço de seus erros políticos.

A indignação compartilhada nas redes sociais e o protesto em que dezenas de manifestantes trancaram ruas com os galhos das árvores derrubadas são respostas previsíveis diante das falhas elementares de comunicação que marcaram o episódio. Fortunati reconheceu esses erros ontem, ao admitir à coluna que ele próprio foi surpreendido pelo corte das árvores. Mesmo com aval da Secretaria do Meio Ambiente para a derrubada, como exigência para a duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), e com projeto de compensação ambiental já confirmado, lapsos na comunicação interna da administração fizeram com que o início das obras ocorresse sem discussão e esclarecimento prévio à comunidade. Um choque que acabou amplificado pela frase inoportuna de Fortunati, alvo de repercussões no Facebook, em reações como: “Olá prefeito, eu não uso o Arroio Dilúvio, gostaria que tirassem por favor” e “Se a gente não utiliza determinado prefeito, a gente pode derrubar?”.

Fortunati diz que sua declaração foi mal interpretada, garantindo que a prefeitura é a primeira interessada na sustentabilidade socio-ambiental – lembrando que só em 2012 foram plantadas mais de 26 mil mudas na cidade e que os projetos para a revitalização da Orla do Guaíba estão em fase de análise final.

— A forma como tudo ocorreu merece um pedido de desculpas à população, não era desta forma que tínhamos pensado. Eu acabei me expressando mal, mas obviamente (a frase) foi reproduzida fora do contexto — disse.

Para tentar minimizar o prejuízo, a prefeitura suspendeu temporariamente as obras em frente à Usina e buscará um amplo debate público para esclarecer a população sobre a importância da obra realizada e as medidas compensatórias. Mas o desgaste já ocorreu.

Comentar esta matéria Comentários (5)

madeley

Se nem o prefeito consegue explicar a bobagem que disse e fez a populaçao fica indignada e co razao.Não seria melhoir cortar os votos que foram dados ao prefeito, assim resolveria tudo

09/02/2013 | 11h54 Denunciar

Walter

Apoio o prefeito Fortunati. Sou inimigo de morte daquele partido que mandamos para os quintos, cujo candidato tinha apoio de gente do tradicionalisdmo gaúcho. Defendo a preservação da natureza. Acho que a prefeitura cometeu um erro colocando abaixo as árvores. Esse erro pode ser consertado.

08/02/2013 | 15h42 Denunciar

Ronaldo Sciortino dos Santos

Este é um exemplo de que a prefeitura não houve a população. Espero que discutam o projeto da praça Julio Mesquita, pois alem do corte das árvores, esta planejado que metade da praça será transformada em estacionamento. Prefeito, os moradores da região utilizam a praça e não queremos estacionamento!

08/02/2013 | 10h28 Denunciar

Sergio

Além da campanha para que não se compre mais carros, poderiam, também, estimular que pessoas andem de ônibus, vendendo seus carros. Isto poderia começar pelos que protestaram, seus pais, parentes, etc..

08/02/2013 | 07h30 Denunciar

Sergio

Tudo bem; ao que consta são 14 árvores; serão compensadas com o plantio de 400; por que foram retiradas? Para a duplicação da Av. Edvaldo Pereira Paiva. Por que a duplicação? Desafogar o trânsito congestionado? Ora, então deveria ser feita uma campanha para que não se comprasse mais carros.

08/02/2013 | 07h28 Denunciar

Siga os perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros