Novo presidente04/02/2013 | 15h17

Eleito, Henrique Alves prega independência do Legislativo e se emociona em discurso

Peemedebista substitui Marco Maia (PT-RS) na presidência da Câmara dos Deputados

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Eleito, Henrique Alves prega independência do Legislativo e se emociona em discurso Luis Macedo/Divulgação,Câmara dos Deputados
Henrique Alves recebeu 271 votos e foi eleito no primeiro turno da eleição Foto: Luis Macedo / Divulgação,Câmara dos Deputados

O novo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez um discurso de independência do Poder Legislativo no discurso de posse nesta segunda-feira. Ele afirmou que não faltará respeito aos demais Poderes, mas que o Poder que "representa o povo brasileiro na sua mais sincera legitimidade é essa Casa aqui".

— Não faltará a um ou a outro - o Poder Executivo e o Poder Legislativo - o nosso respeito. Mas não se esqueçam de que aqui só tem parlamentar abençoado pelo voto popular — disse.

Líder da bancada do PMDB por seis mandatos, ele citou a lealdade ao seu partido e falou de sua história. Ele lembrou que está na Casa há 42 anos e que conhece a Câmara profundamente. Henrique Alves falou ainda de sua trajetória política, afirmando que sua família era a mais cassada pela ditadura militar.

— Eu sei o que tive de passar para estar aqui. Eu sei o medo que tive de superar para chegar aqui — disse emocionado.

Quem é Henrique Alves

Henrique Eduardo Alves, 64 anos, nasceu no Rio de Janeiro e é deputado federal de 11 mandatos representando o Rio Grande do Norte. Ele está há 42 anos na Câmara dos Deputados.

A candidatura de Henrique Alves foi patrocinada por um acordo entre PT e PMDB e chancelada pelo governo Dilma Rousseff. O Planalto aceitou o império peemedebista no Congresso em nome da manutenção do partido como aliado preferencial. É por isso que as sucessivas denúncias contra Henrique Alves não abalaram sua campanha pela presidência.

Na primeira delas, foi acusado de destinar parte do dinheiro de suas emendas para bancar obras tocadas pela empresa de um assessor em municípios do Rio Grande do Norte. Depois disso, já se tornou suspeito de lotear cargos no Ministério da Previdência, de locar veículos de uma empresa de fachada e de fazer lobby para furar a fila da Comissão da Anistia para beneficiar aliados.

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Gilmar Rossato

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04/02/2013 | 17h29 Denunciar

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