Crise interna19/02/2013 | 20h42Atualizada em 20/02/2013 | 09h35

Discurso de Miki Breier expõe racha entre PSB e Piratini

Deputado foi à tribuna nesta terça-feira defender Beto Albuquerque (PSB), criticado por integrante do governo

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Um dia depois de o governador Tarso Genro ter pedido "unidade" aos aliados, o discurso do deputado estadual Miki Breier (PSB) na tarde desta terça-feira, na tribuna da Assembleia, cristalizou o racha entre o PT e o PSB no Estado.

> Com receio de que disputas paralisem o governo, Tarso pede unidade
> Veja graficamente como estão as relações entre cada aliado e o Piratini

O motivo da crise são as declarações de um influente petista do núcleo do governo, cujo atribuiu ao ex-secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque (PSB), a responsabilidade por atrasos em relação à construção da ERS-010. Em protesto, Miki classificou o episódio como um ato de "deslealdade" e "irresponsabilidade", emendando fortes críticas ao PT.

— Um governo sério e transparente não pode dar guarida para esse tipo de coisa. Tenho convicção de que setores do PT atrapalham o governo — destacou Miki, repassando aos petistas a responsabilidade pelo não andamento da obra rodoviária entre Porto Alegre e Sapiranga, considerada fundamental para desafogar a BR-116.

— Se dependesse do PSB, essa obra já estaria em andamento há dois anos. Nós e todos os prefeitos éramos favoráveis à proposta original feita no governo Yeda — afirmou.

O parlamentar do PSB aprofundou as críticas ao dizer que "burocratas sem voto" atuam junto ao governador Tarso Genro para inviabilizar a construção da ERS-010. Ele disse que as resistências são políticas, por se tratar de um estudo elaborado por um governo do PSDB.

Miki também não poupou Tarso, indicando que ele está sendo conivente com petistas que estariam fazendo declarações para desgastar o PSB. Com tamanha tensão, lideranças do PSB estabelecem o final de 2013 como prazo máximo para deixar o governo Tarso Genro, que tem como vice Beto Grill (PSB).

Agora, os socialistas devem se concentrar na preparação de Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência em 2014. No Rio Grande do Sul, eles terão de montar um palanque competitivo para o atual governador de Pernambuco, que deverá enfrentar Dilma Rousseff (PT).

Uma das avaliações dos líderes do PSB é de que o processo de fritura iniciado pelo Piratini foi parte de uma estratégia para enfraquecer o partido, que já vinha arquitetando o desejo de se desvincular do PT em 2014. Com o racha, o deputado federal Beto Albuquerque não deverá mais concorrer ao Senado na chapa de Tarso.

Na Assembleia, coube ao deputado estadual Raul Pont (PT) a missão de tentar apagar o fogo. Ele afirmou que não era possível discutir "declarações anônimas" — em referência ao influente assessor de Tarso que culpou Beto — e disse que as prioridades do Piratini são a construção da BR-448, do governo federal, a duplicação da ERS-118 e a conclusão dos acessos municipais.

— É uma obra necessária (ERS-010)? É. Mas tem essa prioridade que está sendo colocada? Não tem. Se criou uma fantasia de prioridade só para fazer disputa política — argumentou Pont.

Comentar esta matéria Comentários (2)

Eduardo - ZH Política

Tem razão, Maria Elaine. Arrumamos na matéria. Obrigado pelo toque!

20/02/2013 | 09h41 Denunciar

maria elaine tarelli

Agora, os socialistas devem se concentrar na preparação de Eduardo Campos (PSB-PT) à Presidência em 2014. Sobre este parágrafo, onde diz (PSB-PT), correto seria (PSB-PE)?? abraço

19/02/2013 | 23h24 Denunciar

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