A um mês da eleição suplementar que definirá o prefeito de Novo Hamburgo — marcada para 3 de março —, os candidatos ao cargo dedicaram o fim de semana ao corpo a corpo com os eleitores.
Tarcísio Zimmermann (PT) e Paulo Kopschina (PMDB) caminharam pelas ruas da cidade repetindo o rito do ano passado, quando disputaram o pleito de outubro. No sábado, o petista visitou o bairro Canudos, enquanto o peemedebista percorreu as ruas do centro do município.
Kopschina caminhou pelo centro de Novo Hamburgo no sábado. FOTO: Guilherme Darros, Divulgação
A semana pode ser decisiva para as pretensões das duas coligações, já que a Justiça Eleitoral tem em mãos pedidos de impugnação contra ambos. Os casos têm de ser examinados até o dia 14, mas é possível que haja uma manifestação judicial nos próximos dias.
Zimmermann percorreu ruas do bairro Canudos. FOTO: Homero Schuch, Divulgação
O Ministério Público pediu a impugnação do registro de Zimmermann, sob a alegação de que ele foi o responsável pelo cancelamento do primeiro pleito, quando recebeu mais de 50% dos votos, mas teve o registro da candidatura rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral por ter comparecido a uma inauguração em 2004. Durante as caminhadas do fim de semana, a coligação encabeçada pelo petista manteve a estratégia de colocar o candidato a vice, Luís Lauermann (PT) na linha de frente da campanha. Ele seria o substituto de Zimmermann, que já admitiu que não deve recorrer em caso de uma nova rejeição da Justiça a sua candidatura.
— Se a decisão sair perto do dia 14, a ideia é de não recorrer, em função do prazo — afirma Zimmermann, que se comprometeu a assumir como secretário da Saúde se Lauermann for eleito prefeito.
Já Kopschina é alvo de uma representação da coligação liderada pelo PT, sob o argumento de que o peemedebista não deixou um cargo diretivo na Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) em tempo hábil antes de concorrer. O peemedebista alega que a acusação não procede, e que entregou à Justiça Eleitoral a documentação que comprova o seu desligamento da função.








