Presa após a alta03/01/2013 | 21h27

Vereadora paranaense acusada de forjar o próprio sequestro deixa o hospital e vai para a cadeia

Ana Maria de Holleben e seus assessores deverão responder pelos crimes de formação de quadrilha, simulação de sequestro e fraude processual

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A vereadora Ana Maria de Holleben (PT-PR), de Ponta Grossa, acusada de forjar o próprio sequestro, irá passar a noite desta quinta-feira na delegacia local. Ela recebeu alta do Hospital Regional, onde estava sob efeito de sedativos e foi levada para a delegacia.

Por causa de sua situação instável, o depoimento previsto para acontecer durante a tarde não ocorreu, e, ao invés de ficar em uma cela comum, ela permanecerá em uma sala com cama e banheiro. Quatro pessoas ligadas a ela permanecem detidas. Já o advogado de Ana, Pablo Milanese, deve entrar com pedido de habeas corpus para liberá-la.

A vereadora ficou desaparecida durante 24 horas, quando seu assessor Idalécio Valverde contou à polícia que Ana havia sido raptada por quatro pessoas. Na manhã desta quinta-feira, porém, Idalécio, mais o irmão Adalto e a esposa Suzicleia foram presos e, segundo policiais, contaram a farsa. A vereadora teve a prisão pedida e foi encontrada no Hospital Regional, sob efeito de sedativos.

Segundo o delegado Danilo Cesto, da 13ª Subdivisão Policial, Ana deverá ser ouvida tão logo tenha melhoras em seu estado de saúde.

— Seu estado físico está bom, mas a gente percebe que ela está bem debilitada — disse.

Antes de ir para a delegacia, Ana foi ao IML de Ponta Grossa fazer exame de corpo de delito.

O pedido de prisão foi feito pelo delegado Luiz Alberto Cartaxo, do Grupo Tigre, especializado em situações de sequestro. Em entrevista coletiva, ele chegou a citar a possibilidade de Ana provocar a situação para não participar da eleição da Câmara. Apesar de não ter feito o depoimento, os autos de flagrante foram enviados para a Justiça, que irá avaliar o pedido de prisão feito por Cartaxo. Já o advogado Milanese, disse que sua cliente irá ajudar na investigação.

— Ela quer e vai colaborar, mas no momento oportuno — declarou.

Ana e seus assessores deverão responder pelos crimes de formação de quadrilha, simulação de sequestro e fraude processual.

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