Voto único23/01/2013 | 21h07

Vereadora assume vaga na Câmara de Lajeado do Bugre com apenas um voto

Juvina Camargo Duarte (PMDB) era suplente e herdou vaga deixada por colega que desistiu do cargo

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Mesmo recebendo apenas o próprio voto nas eleições de outubro, a candidata Juvina Camargo Duarte (PMDB) conquistou uma cadeira na Câmara de Vereadores de Lajeado do Bugre, no norte do Estado. Ela ficou com a vaga do companheiro de partido, Everaldo da Silva, que desistiu do cargo.

Juvina foi uma dos 17 concorrentes à Câmara, na cidade de quase 2,5 mil habitantes. Aos 33 anos e mãe de três filhos, a agricultora nunca tinha cogitado a vida política. Ela conta que a coligação do partido ao qual é filiada precisava de mulheres para preencher o número mínimo estipulado por lei de candidatas, 30%.

Mesmo fazendo campanha e distribuindo santinhos, Juvina recebeu apenas seu próprio voto. Ela justificou a ausência de apoiadores pela falta de recursos financeiros. O único voto, no entanto, a levou a assumir uma das nove vagas no legislativo. O desafio da nova vereadora é trabalhar para a cidade que tem uma taxa de analfabetismo de quase 20%.

A cientista política Márcia Dias, da PUC, afirma que este caso é uma consequência do sistema eleitoral no Brasil e que Juvina assumirá o cargo em Lajeado do Bugre devido a um número grande de cadeiras para poucos candidatos do partido. Segundo ela, casos como este, de uma suplente, com um único voto, se tornar vereadora, são praticamente impossíveis de acontecer.

Comentar esta matéria Comentários (5)

julio cesar pereira dias

essa é uma excelente oportunidade de um político não decepcionar seu eleitor. mesmo que seja apenas seu voto, terá oportunidade de fazer aquilo que ela pediria se estivesse votado em alguém. boa sorte para ela e que faça um bom trabalho e seus votos se multiplicarão na próxima eleição.

24/01/2013 | 11h32 Denunciar

sergio

apesar de morar hoje no Maranhão,sou Lageadobugrense de nascimento e coração mas penso que nosso municipio não deveria de ter mais de cinco vereadores.nao comporta tanto pela quantidade de habitantes como pela renda do municipio.

24/01/2013 | 09h11 Denunciar

Ricardo

Como assim, "quase impossível" de acontecer, se a notícia é justamente acerca do fato. A cientista política ainda salienta que isto é resultado do sistema eleitoral brasileiro... Então, onde está a "quase impossibilidade"?

24/01/2013 | 08h18 Denunciar

Sérgio Cleiser Aguilar Dias

Isto é consequência da política eleitoral brasileira. Mais uma vez insisto que analfabeto não poderia votar e nem ser votado. Isso só vem em benfício dos políticos que enrolam os analfabetos e mal informados e saem ganhando. Por isso não investem em educação, pois sempre terão votos.

24/01/2013 | 07h26 Denunciar

Fernanda

Mas nem a família se animou a votar na candidata? Marido, pais, irmãos, cunhados...

23/01/2013 | 22h02 Denunciar

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