É compreensível do ponto de vista político o esforço do governador Tarso Genro para envolver o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social no debate sobre o futuro dos pedágios, mas é preocupante a perspectiva de um tema tão relevante para o Estado inteiro ser decidido por um pequeno grupo das comunidades onde as praças estão localizadas.
Tarifa de pedágio deve ser decidida por critérios técnicos, levando em conta os custos e os serviços oferecidos. Discutir tarifa em uma assembleia de vizinhos traz o risco de perda de referência dos parâmetros técnicos. Ou as audiências públicas serão apenas palco para o governo divulgar sua estratégia de combate aos pedágios privados?
Caro e barato
Diz o governador Tarso Genro que nas audiências públicas as comunidades serão consultadas sobre o tipo de serviços que esperam da Empresa Gaúcha de Rodovias, quando ela assumir a gestão dos pedágios nas estradas estaduais.
Como as estradas não são usadas apenas por quem vive na região, será correto deixar para quem vive na comunidade a decisão sobre ter ou não ter ambulância e guincho, que aumentam os custos?
Outra dúvida entre as muitas que a estratégia do Piratini suscita é o que acontecerá se nas audiências públicas a população disser que não quer pedágio público nem privado.







