Será a portas fechadas, no isolamento do Palácio das Hortênsias, em Canela, o seminário no qual o governador Tarso Genro dará, a partir das 9h de hoje, as coordenadas para a segunda metade do mandato. O recado simples e direto para o primeiro escalão é: as obras têm de começar a aparecer imediatamente. Para isso, o governo precisa gastar os recursos que obteve com financiamentos no BNDES e organismos internacionais.
Mesmo que Tarso não diga com todas as letras que quem não entregar resultados será demitido, os secretários devem estar preparados para a possibilidade de substituição de peças que estejam atrapalhando o funcionamento da engrenagem. Tarso terá uma conversa geral com a equipe e reuniões individuais com os secretários, também a portas fechadas, para dizer o que espera de cada um.
Na abertura do seminário falarão o secretário-geral de governo, Vinicius Wu, e os secretários de Obras, Luís Carlos Busato, de Habitação e Saneamento, Marcel Frisson, de Infraestrutura, Caleb de Oliveira, e de Educação, Jose Clovis Azevedo. São essas áreas que concentram os principais projetos estratégicos do governo, como o asfaltamento de acessos municipais, a duplicação da ERS-118, as obras da Corsan e da CEEE e a reforma das escolas.
Responsável pelo acompanhamento dos projetos estratégicos, o secretário-geral avisa que vai aumentar a cobrança sobre os gestores. A ideia é monitorar o andamento dos principais, diariamente, alguns em tempo real, com câmeras que mostrem o que está sendo feito.
Há entre os aliados de Tarso uma convicção de que a marca do diálogo, que o governo quer reforçar com os encontros que fará para apresentar o novo modelo de pedágio, não será suficiente para garantir a reeleição. Por mais que o Piratini aposte na democracia participativa, fotos e vídeos de "reuniões de concertação" não têm o mesmo efeito de obras físicas e de indicadores sobre o que melhorou na vida dos eleitores.
Além de executar as obras, os secretários serão orientados a "vender" seu peixe. Não basta fazer: é preciso divulgar, comparar com governos anteriores e colher os frutos de medidas como o rompimento do modelo de pedágio adotado no governo de Antônio Britto, criticado pelo PT nos últimos 15 anos.







