Opinião23/01/2013 | 04h21

Rosane de Oliveira: "Mãos ao alto, cabeça baixa"

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Janeiro está sendo especialmente trágico no Rio Grande do Sul em matéria de criminalidade. Só na última semana, o Estado registrou mais homicídios do que na desastrada operação da França em Mali, que matou reféns e sequestradores. O fim de semana tinha sido um dos mais violentos dos últimos meses. Ontem, mãe e filho foram mortos no assalto a uma lancheria em plena Avenida Ipiranga, no Bairro Partenon. O filho, um jovem policial, reagiu a um assalto e acabou sendo morto, junto com a mãe. A terceira vítima é um dos bandidos.

No final da tarde, o site de zerohora.com noticiava que nestas primeiras semanas de janeiro o Estado registra um roubo seguido de morte a cada quatro dias. Os títulos resumiam a situação no front em que se transformou o Rio Grande do Sul:

— Mãe e filho policial são mortos a tiros em Porto Alegre

— Homem é morto durante assalto em Gravataí

— Frentista é morto em tentativa de assalto em Passo Fundo

— Aposentado da Susepe morre após ser baleado por ladrões em Porto Alegre

— Homem é morto em tentativa de assalto em Sapucaia do Sul.

Nos títulos citados não estão as mortes em brigas de vizinhos, os acertos de contas entre traficantes, os crimes passionais e os não esclarecidos. Estão destacadas apenas as que foram consequência de roubo. Não importa se ocorreram porque a vítima reagiu — coisa que, todos sabemos, não é prudente fazer — ou porque os ladrões interpretaram como reação um gesto de nervosismo. A verdade é que estamos vivendo um dos piores momentos da segurança pública no Estado. Faltam policiais (e essa carência não é de hoje), faltam recursos, falta articulação, falta dinheiro para pagar melhor os homens e mulheres que atuam na segurança pública.

A sensação de insegurança deixou de ser sensação para virar certeza. Depois do assalto à joalheria Coliseu, no Praia de Belas, estamos vulneráveis até nos shopping centers, que cresceram e se multiplicaram por oferecer ao consumidor essa sensação de que ali não estava à mercê dos ladrões. Na semana passada, uma jornalista de Zero Hora foi assaltava e teve o carro levado por ladrões quando pegava as moedas para pagar o parquímetro no coração do Bairro Moinhos de Vento. Estacionar em qualquer rua de Porto Alegre se transformou em situação de risco.

Comentar esta matéria Comentários (4)

Estela maris

Estamos vivendo um momento de crise não só na segurança pública como em muitos outros setores. Pagamos nossos impostos sustentando todo um sistema que não está funcionando. E cobramos isso de quem? De quem???

23/01/2013 | 10h10 Denunciar

Jorge Carvalho

O RS tá virado numa Síria. Vergonha de nosso governador, que não comenta a situação e não dá sinais de nenhuma reação. Vergonha de um secretário de segurança pública que não toma para si a responsabilidade da situação. Estamos completamente à mercê de marginais e bandidos.

23/01/2013 | 10h09 Denunciar

carlos

Bem lembrada a falta de recursos financeiros na Segurança Pública pela colunista. A falta de investimento em outros setores contribuem para a "certeza de insegurança", e para o fortalecimento do crime organizado. Investir na saúde pública, escolas, moradias e vagas de trabalho devem ser prioridades

23/01/2013 | 09h17 Denunciar

Marilena Turra

Moro em SC, sou gaucha. Impressionante a deterioração da segurança publica no RS! Rarissimas vezes ,ao voltar ao nosso RS, encontro brigadianos nas ruas. O que acontece? Não há interesse em proteger a população: È o ''salve-se quem puder''?Desarmem só os cidadãos honestos e trabalhadores ?Vergonha!!

23/01/2013 | 08h52 Denunciar

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