Opinião22/01/2013 | 05h38

Rosane de Oliveira: "Contra o relógio"

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Junto com o anúncio dos novos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o governador Tarso Genro anunciará hoje a data de sete audiências públicas que serão realizadas em cidades integrantes dos polos de pedágio do programa estadual de concessões de rodovias. Os encontros ocorrerão entre março e a primeira quinzena de maio, dias antes do término de cada uma das concessões.

A primeira reunião ocorrerá em Carazinho, com a presença de Tarso. A intenção é debater com as comunidades o valor das tarifas que serão cobradas em 11 praças, todas em rodovias estaduais, a necessidade de duplicação de estradas e de contratação de serviços de socorro mecânico e médico. Quanto mais serviços desejados, maior será o valor do pedágio. Com o relatório das audiências, acrescidos aos levantamentos da consultoria Dynatest-SD, a EGR deverá montar planejamento de longo prazo para a gestão dos pedágios.

O governo garante que não haverá problema de continuidade na manutenção das estradas, mas até agora não fez a licitação para escolha das empresas que ficarão encarregadas da conservação das rodovias estaduais. As federais serão devolvidas à União.

O presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, informa que o edital deverá ser publicado até o dia 31 deste mês. A expectativa do governo é de assinar os contratos em até 90 dias após a publicação do edital de licitação. O problema do prazo exíguo é o risco de as estradas ficarem sem uma responsável pela manutenção se uma das empresas participantes da concorrência contestar o resultado na Justiça.

Bertotto acha que isso não deve ser motivo de preocupação:

— Não precisamos ter a empresa contratada no dia seguinte ao fim dos contratos com as concessionárias. Se houver algum problema, o Daer pode fazer trabalhos emergenciais.

Se o governo quer tirar dividendos políticos do fim dos pedágios privados, terá de deixar as estradas em melhores condições do que estão, mantendo os serviços de socorro médico e assistência mecânica, com tarifas mais baixas. Caso a qualidade piore com a transferência para a EGR, o usuário irá protestar. O péssimo estado das estradas estaduais que não têm pedágio, como Rota do Sol ou a ERS-332, entre Soledade e Espumoso, dá margem para preocupação.

Comentar esta matéria Comentários (1)

Pedro

Futuro: irão. Melhor: discutirão.

22/01/2013 | 08h27 Denunciar

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