Vale do Rio Pardo01/01/2013 | 19h19

Prefeito Telmo Kirst pretende reduzir custos da prefeitura de Santa Cruz do Sul

Objetivo é garantir verbas para realizar investimentos com recursos próprios

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Prefeito Telmo Kirst pretende reduzir custos da prefeitura de Santa Cruz do Sul Luis Fernando Bertuol/Divulgação
Empossado, Telmo Kirst reiterou promessa de abrir mão de receber salário Foto: Luis Fernando Bertuol / Divulgação
Mais de 100 cargos de confiança devem ser extintos a partir desta terça-feira em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, com a posse do novo prefeito, Telmo José Kirst (PP). O objetivo de Kirst é reduzir a máquina pública, garantindo recursos próprios da prefeitura para investimentos em áreas como saúde e educação, prioritárias para o governo.

A reforma administrativa de Kirst deve diminuir o número de secretarias, das atuais 15 para 12. Além disso, o prefeito abriu mão de receber salário, e encaminhará nos próximos dias à Câmara de Vereadores um projeto para diminuir os vencimentos da vice-prefeita, Helena Hermany.

— Santa Cruz já chegou a usar 20% do seu orçamento para investimentos, enquanto que a previsão que recebemos para o próximo ano é de 3%. Precisamos fazer um corte brutal nos gastos com custeio para atender áreas fundamentais — ressalta o prefeito.

Eleito com 51,91% dos votos válidos, logo nos primeiros dias como chefe do Executivo Kirst afirma ter que resolver três problemas urgentes. O primeiro deles seria a indefinição no acordo para fornecimento de água. A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) venceu a licitação para escolha da concessionária do serviço, mas pediu mais prazo para assinar o contrato.

— Pretendo conversar com a direção da Corsan para saber o que eles pretendem fazer — antecipa o prefeito.

Outra licitação de serviço público também receberá atenção do novo governo nos próximos dias. Segundo Kirst, o processo para escolha de uma operadora do transporte coletivo já deveria ter sido concluído.

— Também temos que avaliar a situação dos salários dos professores. Santa Cruz ainda não paga o piso nacional, e precisamos trabalhar no plano de carreira do magistério — ressalta.

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