O suposto acúmulo de dívidas com o funcionalismo e com empresas prestadoras de serviço e o sucateamento do patrimônio levaram o prefeito de Pontão, no norte do Estado, a decretar situação de emergência na cidade de 3,8 mil habitantes.
O chefe do executivo, Nelson José Grasselli (PT), afirma que o rombo do município chega a R$ 3 milhões e que os servidores ainda não receberam o salário referente ao mês de dezembro. Além disso, o estado de conservação do patrimônio é alarmante, segundo ele. O prefeito diz que os ônibus de transporte escolar e as máquinas usadas para obras de melhoria nas estradas precisam de reparos urgentes.
— Precisamos realizar, o quanto antes, obras nas estradas do interior, para facilitar o escoamento da safra e da produção de leite, mas não temos condições de fazer este serviço com equipamento município — lamentou ele na manhã deste sábado.
O endividamento da Prefeitura também barrou, conforme Grasselli, uma verba de cerca de R$ 800 mil que o município receberia este ano de programas do governo federal. O decreto de situação de emergência, assinado na manhã desta sexta-feira, seguirá valendo por tempo indeterminado. De acordo com o prefeito, o objetivo do ato é chamar a atenção dos moradores e dos governos estadual e federal em busca de ajuda financeira.
— Com esta dívida, creio que não conseguiremos deixar as contas em dia este ano.
Procurado por Zero Hora, o ex-prefeito do município, Delmar Maximo Zambiasi (PSB), não foi localizado para comentar a situação do município. ZH deixou recado na caixa postal do telefone celular de Zambiasi.












