Anos de chumbo22/01/2013 | 19h54

OEA admite que assassinato de Vladimir Herzog deve ser investigado e punido

Órgão Internacional aceitou denúncia de entidades de direitos humanos sobre o caso

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A Organização dos Estados Americanos (OEA) admitiu oficialmente o caso do jornalista Vladimir Herzog, assassinado durante a ditadura. A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil).

Conforme a diretora do Cejil, Viviana Krsticevic, a aceitação do caso significa que a OEA irá investigar a responsabilidade do Estado sobre a morte e tortura do jornalista.

— Esperamos que a comissão da OEA faça um relatório do mérito do caso e estabeleça que o Estado brasileiro tem a obrigação de aprofundar a busca da justiça e a verdade judiciária sobre o caso Vladimir Herzog. A OEA determinou que deve haver punição e que a interpretação da Lei da Anistia atual pelo Judiciário brasileiro tem que mudar para permitir que sejam feitas investigações no âmbito criminal para estabelecer as responsabilidades pelas torturas, pelos desaparecimentos forçados e assassinatos cometidos na ditadura — disse ela.

O fato foi apresentado à comissão da OEA em 2009 pelo Cejil, pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FIDDH), pelo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e pelo Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo. Segundo a denúncia, o Brasil ainda não cumpriu com seu dever de investigar, processar e punir os responsáveis pelo assassinato

O filho do jornalista Vladimir Herzog, Ivo Herzog, disse que a existência de um processo internacional mostra que é possível fazer justiça, pois a família do jornalista assassinado quer saber quem são os responsáveis pela sua morte.

— Se os responsáveis não podem ser presos porque já estão velhos, isso não impede que a sociedade saiba quem foram essas pessoas e façam uma condenação moral — disse.

Ivo ressaltou que a demora para que o Estado admita sua culpa é uma tortura psicológica, mas que o trabalho que a comissão da OEA tem feito é exemplar. Ele disse ainda que há possibilidades de que o novo atestado de óbito de seu pai seja entregue à família na próxima sexta-feira. A autorização para a expedição de um novo atestado com a causa real da morte do jornalista foi autorizada pela Justiça.

Comentar esta matéria Comentários (4)

Alcides

Sr Luis Silva derrepente vc é neto do General Golberi do Couto Silva o ideólogo dos generais do regime podre e fedorento. Os militares foram usados pelos mentores intelectuais da direita sôb a ameaça, de que os comunistas iam tomar o poder e matar criancinhas. Na Real Fomos vítimas da guerra fria.

31/01/2013 | 10h25 Denunciar

José

CADEIA PARA OS MILICOS COVARDES!!! Chegou a hora de meter, no fundo da cadeia, os milicos que mataram e torturaram quem discordava da nojenta ditadura. De poderosos, agora morrem de medo de responder por seus crimes!!! COVARDES!!!

23/01/2013 | 01h59 Denunciar

Luis Silva

Não acredito que essa decisão da OEA resulte em alguma mudança de atitud do governo brasileiro em relação à lei de anistia.O pacto que permitiu sua aprovação é secreto e muito eleado.Apesar de aparentemente distante da discussão,o aparato militar está apenas 'ADORMECIDO".Pode acordar e criar confusã

23/01/2013 | 00h07 Denunciar

Alcides

Crime de guerra não caduca, por isso a OEA tomou esta decisão. A anistia do Figueiredo em79serviu somente para proteger os assassinos fardados do regime. Porque os exilados não foram criminosos eram somente opositores. A turma radical do PCBR os que não foram assassinados foram presos e torturados.

22/01/2013 | 22h54 Denunciar

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