Ao reassumir o cargo na tarde desta terça-feira, em cerimônia concorrida no Paço Municipal, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), prometeu acabar com as filas nos postos de atendimento e fazer da saúde pública uma "obsessão".
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Emocionado, disse estar realizando um sonho ao ser alçado à prefeitura pelo voto, garantiu que governará até o fim do mandato e que concluirá as obras da Copa.
A solenidade, iniciada por volta das 17h45min, depois da posse oficial na Câmara dos Vereadores, contou com mais de uma centena de pessoas, que se espremeram no salão nobre para ouvir o prefeito. Ao lado da primeira-dama Regina Becker e do vice, Sebastião Melo (PMDB), Fortunati começou o discurso falando da realização de um desejo antigo:
— Devo confessar que realizo um sonho. Meu sonho não era apenas ser prefeito de Porto Alegre. Meu sonho, e eu o realizei em sete de outubro, era ser prefeito eleito democraticamente pela população.
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Em seguida, falou dos grandes desafios que tem pela frente e reconheceu que não são pequenos. O primeiro deles é concluir as obras da Copa e de modernização da cidade, incluindo BRTs, metrô, revitalização da orla, ciclovias. Mas o maior de todos, o mais premente, o que mais tira o sono de Fortunati, é mesmo a saúde — que foi, aliás, o ponto mais criticado por seus adversários nas últimas eleições.
Sobre isso, Fortunati foi taxativo. Disse que trabalhará para as promessas de campanha não se transformem em "palavras ao vento" e para que a "esperança de uma vida melhor" de fato se concretize.
— Não descansaremos enquanto não terminarmos com as filas. Ao final dos próximos quatro anos, queremos elevar o conceito do SUS em Porto Alegre para um patamar muito superior — garantiu Fortunati.
Mais tarde, em entrevista coletiva, ele voltou a tema:
— Aperfeiçoar a saúde pública é uma obsessão. Será nossa prioridade absoluta. Não vamos sossegar enquanto não resolvermos o problema das filas.
Durante o discurso, Fortunati também falou sobre as indicações políticas para o primeiro escalão de seu governo e disse se orgulhar da ampla coligação, de nove partidos, que embasou sua candidatura. Destacou que todos serão cobrados, terão metas a cumprir e terão de mostrar resultados.
— Todos os indicados têm o respaldo partidário. Mas quero deixar claro que os cargos são do governo e não deste ou daquele partido.
Sob os olhares de secretários e assessores, o prefeito finalizou a fala com um último compromisso. Os porto-alegrenses, disse ele, "merecem mais da administração pública". Para então concluir:
— Garanto que vamos trabalhar muito para não decepcionar ninguém.









