Restruturar uma das áreas mais delicadas de São Leopoldo será o primeiro objetivo do novo chefe do Executivo do município do Vale do Sinos. Para o médico e agora prefeito, Aníbal Moacir da Silva (PSDB), a saúde deverá ser prioridade no início do governo.
Para o prefeito, o fato de ter minoria no Legislativo — os quatro partidos que compõe a base de Moacir não formam maioria na Câmara — não trará dificuldades para desenvolver projetos na área, bem como em educação e segurança, outras duas prioridades elencadas pela gestão.
— Já tivemos a maioria que precisávamos, que foi a maioria do apoio da população. Acredito que os vereadores pensarão no que é melhor para a cidade, mesmo sendo de oposição ao governo — ressaltou o prefeito.Ao tomar posse nesta terça-feira junto com os 13 vereadores do município, o prefeito reafirmou os compromissos de campanha. A empreitada deve ser iniciada com reformas pontuais em alguns setores do Hospital Centenário, que deve ganhar mais leitos. Além disso, o novo governo pretende construir outro hospital.
— Temos que resgatar também a imagem do Centenário. A população precisa confiar de que vai ter seus problemas resolvidos ao procurar o sistema de saúde de São Leopoldo — ressalta o prefeito.
Ainda nesta semana, Moacir pretende começar a se inteirar da situação financeira da prefeitura. De acordo com ele, a partir desse levantamento será possível determinar a capacidade de investimento do município.
— Vamos reduzir o número de secretarias, e com isso, poderemos diminuir em 38% os cargos em confiança. Nossa estimativa com essas medidas é economizar R$ 50 milhões em quatro anos — afirma o prefeito.
Racionamento de água
Outra preocupação imediata da nova administração é com o abastecimento de água da cidade. Entre novembro e dezembro, São Leopoldo sofreu com o racionamento. Para Moacir é necessário fazer investimentos no Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae).
— Essa é uma preocupação da população. Nosso sistema de captação de água é muito antigo, é preciso refaze-lo completamente. O problema não é o nível do Rio dos Sinos, mas sim, a estrutura do Semae — observa.
Há uma semana o racionamento foi suspenso. Mas, de acordo com o novo prefeito, não está descartada a retomada da medida.
— Só foi possível parar o racionamento porque parte da população não estava na cidade durante as festas, e o calor acalmou. Se o consumo aumentar, e o calor voltar com força, a situação se complica — argumenta o prefeito.








