Depois da crise09/01/2013 | 22h28

Fortunati acomoda aliados no segundo escalão do governo

Secretários adjuntos foram anunciados nesta quarta-feira, mas ainda há vagas em disputa

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No complexo xadrez para a composição do segundo escalão, o prefeito José Fortunati (PDT) anunciou ontem 26 nomes dos secretários adjuntos de 22 pastas da prefeitura da Capital. As negociações para acomodar os interesses dos 13 partidos aliados duraram até o fim da tarde, quando foi feito o comunicado oficial.

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Um dos principais obstáculos nessa costura foi a decisão de Fortunati de não aceitar que secretário e adjunto fossem da mesma legenda. Descontente, João Bosco Vaz (PDT) abriu uma crise ao ameaçar, na sexta-feira passada, pedir demissão das secretarias de Esportes e da Copa. Ele acumulava o comando das duas estruturas e não aceitou as indicações do ex-jogador Dinho (DEM) e do ex-vereador Haroldo de Souza (PMDB) para adjuntos.

Ontem, Fortunati admitiu irritação com o episódio e anunciou a permanência de Bosco na administração, mas somente na pasta relacionada ao Mundial. A Secretaria de Esportes será comandada por Edgar Meurer (PDT), que era o preferido de Bosco para ser seu adjunto. Dinho e Haroldo ainda não têm posições definidas no governo.

— A minha irritação ocorreu porque estávamos encaminhando o processo naturalmente e, de repente, me vejo diante de uma crise, que acabou acontecendo sem que nós (prefeito e secretário) tivéssemos dialogado. Como Bosco estava viajando, isso dificultou o meu diálogo, mas está tudo resolvido, página virada, e vamos continuar trabalhando — afirmou o prefeito, que classificou o correligionário como "insubstituível".

Algumas secretarias terão mais de um adjunto: a de Saúde terá dois, e a de Direitos Humanos, cinco.

Antigo adversário, PSB deve ingressar na gestão

As siglas com mais cargos no segundo escalão são PDT, com seis, e PMDB e PTB, com cinco. A tarefa de distribuir posições para os apoiadores, no entanto, ainda não terminou. As pastas do Trabalho e da Segurança não tiveram os titulares e os adjuntos anunciados.

As estruturas devem ser ocupadas por indicações do PSB, sigla que foi adversária do pedetista durante a campanha e que deverá oficializar o seu ingresso no governo na segunda-feira. Já a participação do PSD foi descartada ontem por Fortunati.

Ao todo, o primeiro escalão do pedetista tem 35 secretarias. Depois da disputa pelo segundo escalão, os partidos devem começar a briga pelos 800 cargos de confiança da administração.

Secretários adjuntos:

Partidos/Cargos

PDT 6

PTB 5

PMDB 5

PP 4

PPS 2

PRB 2

PSDB 1

DEM 1

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