Opinião07/12/2012 | 04h15

Rosane de Oliveira: Presente para Guaíba

Enviar para um amigo

A Celulose Riograndense salvou o ano do governo Tarso Genro com o anúncio de um investimento de R$ 5 bilhões na expansão da fábrica de Guaíba. Esta é a melhor notícia que o governador poderia receber ao encerrar um ano terrível para a economia gaúcha. O PIB deve fechar 2012 com índice negativo, consequência da quebra na safra agrícola. O anúncio da Celulose Riograndense deve ser o último do ano: a crise internacional frustrou a expectativa de que mais dois investimentos de grande porte fossem confirmados neste mês.

Um aporte de R$ 5 bilhões em Guaíba é importante para o projeto do governador se livrar de vez do fantasma da perda da Ford, que atormenta os petistas desde o governo de Olívio Dutra. O município está recebendo um investimento bem maior do que o da montadora, tanto em volume de recursos quanto em geração de empregos. Serão 8 mil empregos diretos na construção da fábrica e 21 mil indiretos, durante 25 meses, e 2,5 mil vagas a partir do início da operação da nova unidade.

A notícia só não é mais festejada porque a ampliação de uma fábrica de celulose reacende a preocupação com o aumento da área de cultivo de eucaliptos em detrimento da produção de alimentos. O alerta dos ambientalistas de que o Rio Grande do Sul pode ter extensas áreas transformadas em “deserto verde” não pode ser desconsiderado em meio à euforia com o investimento.

No balanço de 2012, Tarso poderá exibir a atração de investimentos como a principal conquista dos dois primeiros anos de governo. São mais de R$ 29 bilhões contratados, em empreendimentos novos e ampliação de plantas. O modelo de funcionamento da Secretaria de Desenvolvimento deve servir de exemplo para outras áreas do Executivo.

Na montagem do governo, Tarso excluiu a secretaria no loteamento político e convidou o ex-presidente da Federasul Mauro Knijnik para comandar a pasta. Trouxe um homem de mercado para a Agência de Desenvolvimento, o ex-diretor da Fiergs Marcus Coester. Nomeou para a presidência do Badesul o engenheiro Marcelo Lopes, ex-diretor-superintendente do Sebrae. A equipe se completa com técnicos trazidos do setor privado e servidores de carreira motivados e comprometidos com o projeto.

Comentar esta matéria Comentários (2)

ivan luiz de lima

A Ford nao se instalau em Guaiba por falta de vontade politica de FHC que para prestigiar ACM, escolheu a Bahia. Ainda hoje ha gauchos que acreditam que foi um erro do Olivio Dutra.Quem nao se lembra? Deixaram a impressao de que foi um erro do PT! Conseguiram!Mas tudo passa!Ambos passaram!Oh!Gracas!

09/12/2012 | 10h48 Denunciar

Roberto Pensarollo

O irônico nesta história é que o Sr. Governador e seu partido tudo fizeram para impedir este investimento durante o governo anterior. Tanto fizeram que fizeram a Fibria e a Stora Enzo desistirem de seus projetos. Seriam R$ 15 bilhões. Mas vamos nos contentar com 1/3 do que estava previsto.

07/12/2012 | 11h15 Denunciar

Siga os perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros