A Celulose Riograndense salvou o ano do governo Tarso Genro com o anúncio de um investimento de R$ 5 bilhões na expansão da fábrica de Guaíba. Esta é a melhor notícia que o governador poderia receber ao encerrar um ano terrível para a economia gaúcha. O PIB deve fechar 2012 com índice negativo, consequência da quebra na safra agrícola. O anúncio da Celulose Riograndense deve ser o último do ano: a crise internacional frustrou a expectativa de que mais dois investimentos de grande porte fossem confirmados neste mês.
Um aporte de R$ 5 bilhões em Guaíba é importante para o projeto do governador se livrar de vez do fantasma da perda da Ford, que atormenta os petistas desde o governo de Olívio Dutra. O município está recebendo um investimento bem maior do que o da montadora, tanto em volume de recursos quanto em geração de empregos. Serão 8 mil empregos diretos na construção da fábrica e 21 mil indiretos, durante 25 meses, e 2,5 mil vagas a partir do início da operação da nova unidade.
A notícia só não é mais festejada porque a ampliação de uma fábrica de celulose reacende a preocupação com o aumento da área de cultivo de eucaliptos em detrimento da produção de alimentos. O alerta dos ambientalistas de que o Rio Grande do Sul pode ter extensas áreas transformadas em “deserto verde” não pode ser desconsiderado em meio à euforia com o investimento.
No balanço de 2012, Tarso poderá exibir a atração de investimentos como a principal conquista dos dois primeiros anos de governo. São mais de R$ 29 bilhões contratados, em empreendimentos novos e ampliação de plantas. O modelo de funcionamento da Secretaria de Desenvolvimento deve servir de exemplo para outras áreas do Executivo.
Na montagem do governo, Tarso excluiu a secretaria no loteamento político e convidou o ex-presidente da Federasul Mauro Knijnik para comandar a pasta. Trouxe um homem de mercado para a Agência de Desenvolvimento, o ex-diretor da Fiergs Marcus Coester. Nomeou para a presidência do Badesul o engenheiro Marcelo Lopes, ex-diretor-superintendente do Sebrae. A equipe se completa com técnicos trazidos do setor privado e servidores de carreira motivados e comprometidos com o projeto.







