Decisão no Supremo21/12/2012 | 13h42Atualizada em 21/12/2012 | 19h03

Mensalão: Joaquim Barbosa nega pedido de prisão imediata dos condenados

Com a decisão, as prisões só devem ocorrer depois que não for mais possível ingressar com recursos

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Mensalão: Joaquim Barbosa nega pedido de prisão imediata dos condenados Felipe Sampaio/STF,Divulgação
Barbosa negou o pedido do procurador-geral da República no início da tarde desta sexta Foto: Felipe Sampaio / STF,Divulgação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, negou o pedido de prisão imediata dos condenados do mensalão no início da tarde desta sexta-feira. Com isso, as prisões só deverão ocorrer depois de o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos.

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A prisão havia sido pedida na última quarta-feira  pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e vinha causando polêmica no meio jurídico. Gurgel argumentava que as decisões tinham que ser cumpridas tão logo proclamadas já que não há outra instância a quem os condenados possam recorrer além do próprio STF. Ao contrário dos advogados de defesa de vários condenados, que sustentavam que a sentença não poderia ser executada enquanto não fossem esgotados todos os recursos jurídicos a que os condenados têm direito.

— Não podemos ficar aguardando a sucessão de embargos declaratórios [tipo de recurso], haverá certamente a tentativa dos incabíveis embargos infringentes [outra forma de recurso]. E o certo é que o tempo irá passando sem que a decisão tenha a necessária efetividade — justificou Gurgel na ocasião.

Ao negar o pedido da Procuradoria-Geral para prisão imediata dos condenados, Joaquim Barbosa, argumentou que o Supremo já decidiu em 2009 que não é possível antecipar a execução de sentenças criminais enquanto elas não transitarem em julgado — ou seja, quando os recursos judiciais possíveis não forem esgotados. O ministro destacou que, na ocasião, a entendimento foi por maioria, contra seu voto.

Barbosa tomou a decisão desta sexta sozinho, como ministro plantonista, porque a Corte está em recesso desde a última quarta-feira. Na decisão sucinta, com apenas três páginas, o presidente do Supremo lembrou que ainda não foi decidido se é cabível recurso com poder de levar a Corte a revisar o julgamento, os chamados embargos infringentes. A dúvida existe porque o regimento interno do STF cita o recurso quando a condenação não foi  unânime ou por ampla maioria, mas a legislação que rege os julgamentos no tribunal já não prevê esse tipo de embargo.

De acordo com o ministro, o Supremo já decidiu antecipar a execução de sentenças, em processos anteriores, quando havia indícios de que os advogados estavam tentando atrasar o cumprimento das penas. "Todavia, não se pode presumir, de antemão, que os condenados, tal como sustentado pelo requerente, irão lançar mão desse artifício".

O ministro ainda disse que não há indícios de que a prisão preventiva dos réus seja necessária. Ela é usada quando a decisão ainda não é definitiva e os réus oferecem risco de fuga ou contra a paz pública.

Barbosa lembra ainda que os réus responderam ao processo em liberdade nos últimos sete anos, e que há uma medida cautelar em andamento que impede que eles deixem o país. Em novembro, o STF determinou que todos os condenados entregassem os passaportes.

NÚMEROS E FATOS DO MENSALÃO:




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Comentar esta matéria Comentários (5)

GERSON FERREIRA ABADE

eu ZÉ POVINHO sou idiota cheguei a pensar que os tempos das pizzas era coisa do passado. tanto dinheiro jogado no lixo pra nada sabe quando Zé Dirceu e cia vai ficar atráz das Grades ? NUNCA mas na verdade como prender ? se todos fazem o mesmo a muito tempo.

25/02/2013 | 20h34 Denunciar

hita

poderia ser o começo de uma nova era. poderia ser ate o presidente,mas ... ele e igual aos outros,nao vai fazer nada.

23/12/2012 | 16h08 Denunciar

João Pimenta

Para que, afinal, foi feito esse julgamento todo, com toda a pompa da última corte do país? Só para gastar dinheiro público? Se era para condenar e não prender nem julgasse...

21/12/2012 | 20h06 Denunciar

SALETH

Eu já esperava por isso. Joaquim Barbosa está quase sózinho, opovo teria que dar respaldo a ele, mas vejam a multidão de torcedores do Corintians e de outros times. Será que alguém ali iria para as ruas dar apoio?

21/12/2012 | 17h04 Denunciar

DÉCIO ANTÔNIO

Se houve um momento de frustração neste processo,foi este em que a decisão do Presidente do Supremo adia a prisão dos implicados. Cria a sensação de impunibilidade dos "donos do Brasil" que conseguirão protelar o trânsito em julgado "ad eternum". É lastimável!Criamos ter encontrado uma luz no final!

21/12/2012 | 14h33 Denunciar

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