Avaliação07/12/2012 | 12h58

Durante caravana, Tarso Genro faz balanço e projeta próximos dois anos de governo

Governador e secretários seguem em viagem pelo Interior do Estado até este sábado

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No penúltimo dia da caravana do governo pelo interior gaúcho, o governador Tarso Genro reforçou a ideia da comitiva de estimular a comparação entre a gestão atual do Estado e as anteriores. Apesar de negar que isso faça parte da estratégia para as eleições de 2014, as críticas aos últimos governos marcaram a semana de visitas a obras e de prestação de contas. Na manhã desta sexta-feira, após uma caminhada pelas ruas de Santa Maria, na Região Central, Tarso fez um balanço da viagem, em entrevista a ZH.

Confira trechos da entrevista em vídeo:

 

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida a ZH:

Zero Hora — O seu governo era criticado por não ter uma marca nesses dois anos. Qual é a marca da sua gestão?

Tarso Genro — Uma marca só pode surgir de fatos objetivos. Durante esses dois anos nós conseguimos firmar fatos objetivos muito fortes na questão do desenvolvimento e do combate às desigualdades sociais e regionais. Dentro disso, cabe um conjunto de noções publicitárias, de projetos e de discurso político que caracterizam o nosso governo daqui em diante de uma maneira muito sólida.

ZH — Durante essa semana, o senhor e os seus secretários intensificaram os ataques aos governos anteriores e pediram que se compare o que a sua administração fez nesses dois anos com o que foi feito no passado. Essa é uma estratégia já visando a eleição de 2014?

Tarso — Nós, na verdade, não fizemos nenhum ataque. Nós pedimos que se façam comparações objetivas do programa de governo que nós estamos cumprindo com o programa dos outros governos. Nesse sentido, nós estamos respondendo a determinadas críticas da oposição, que são totalmente normais, legítimas, mas o nosso objetivo com isso é elevar o debate político. Mostrando o que nós estamos fazendo e comparando com os governos anteriores, o cidadão comum vai poder ter o juízo de qual programa é adequado ao Rio Grande do Sul.

ZH — O senhor disse no início da caravana que a opinião pública não estava debatendo o seu programa de governo. Por que o senhor acha isso?

Tarso — Esses fatos que foram apresentados durante a caravana, como, por exemplo, os pilares que nós cravamos para o desenvolvimento econômico e industrial (se referindo ao investimento de R$ 5 bilhões pela Celulose Riograndense), não eram alvo de um debate político. Se discutiam problemas singulares, fatos particulares, que todos os governos enfrentam e que constituem até uma normalidade em qualquer Estado. Os problemas são problemas normais. O que nós vemos é que temos um programa de desenvolvimento econômico, industrial, de combate às desigualdades regionais e sociais, e que tem uma rede de projetos que estão sendo encaminhados, e muito bem encaminhados. Esse debate não estava sendo feito. Eu acho que a caravana permitiu mostrar, de maneira bem clara, que temos um programa e que temos um projeto em andamento para o Estado. Esse é o debate que interessa, mesmo que as pessoas digam, que a oposição diga, que comentaristas econômicos digam, que não é o melhor. Vou dar um exemplo concreto: um dos itens mais importantes para as definições dos investimentos que estão sendo feitos aqui, é o nível de estabilidade política, a confiabilidade das instituições, o cumprimento dos contratos e o acolhimento institucional, técnico e político, até pelo governador, para criar um ambiente favorável para investimentos.

ZH — Como o senhor pretende superar as dificuldades financeiras do Estado para concluir obras nos próximos dois anos e se credenciar à reeleição em 2014?

Tarso — Nós não estamos discutindo, nem nos partidos, nem no governo, a questão da reeleição. Até porque isso tem de passar por uma decisão política dos partidos e também por uma decisão individual minha. A nossa preocupação realmente não é essa. O que nós queremos nos próximos dois anos, a partir desses alicerces que nós construímos de uma maneira muito sólida nesses dois primeiros anos, é entregar à sociedade, na vida das pessoas, na vida das comunidades, principalmente as que mais precisam de políticas públicas, as vantagens que o desenvolvimento, a distribuição de renda, o emprego, o combate às desigualdades sociais, geram a felicidade das famílias e dos indivíduos. O objetivo é melhorar a vida das pessoas, pensar no efeito de um programa de desenvolvimento econômico na vida das pessoas que precisam de políticas públicas. Nós queremos que em dois anos isso comece a aflorar de maneira plena.

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