Em uma entrevista publicada pelo jornal francês Le Monde, nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff afirmou que não tolera corrupção. Segundo ela, a "corrupção é uma praga que afeta a todos os países".
— Eu não tolero corrupção e meu governo também não. Se há suspeitas fundadas sobre a pessoa, ela tem que sair. Mas, certamente, não se pode confundir essas investigações com uma caça às bruxas própria de regimes autoritários — disse.
A entrevista foi concedida durante a visita de Dilma a Paris. Nesta quarta-feira, a presidente embarcou para a Rússia.
A presidente disse que "a sociedade deve ter acesso a todos os dados governamentais" e aqueles que utilizam recursos públicos "têm que prestar contas".
Dilma defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na entrevista. Ela destacou que, no Brasil, o Ministério Público é independente e a Polícia Federal investiga, prende e pune. Segundo ela, foi o seu antecessor que deu início a nova etapa de governança no país, com transparência e investigações e punições de casos de corrupção.
— E que começou essa nova fase de governança foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — afirmou.
O jornal francês destacou que durante a visita de Dilma ao país a semana no Brasil foi marcada pelo escândalo do mensalão que quase custou a reeleição de seu sucessor e mentor, Lula, em 2006. A publicação destacou as novas denúncias feitas pelo publicitário Marcos Valério, que envolveriam o ex-presidente no esquema.








