Pressão19/12/2012 | 09h22Atualizada em 19/12/2012 | 15h19

Cpers protesta em frente à residência de Edegar Pretto

Manifestantes tentam convencer bancada governista na Assembleia a rejeitar parcelamento de reajuste do magistério

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Cpers protesta em frente à residência de Edegar Pretto Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Deputado Edegar Pretto disse ser identificado com os movimentos sociais Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Com uma manifestação em frente ao prédio do centro de Porto Alegre onde mora o deputado Edegar Pretto, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, o Cpers -Sindicato fez na manhã desta quarta-feira uma nova tentativa de convencer o partido governista a rejeitar o parcelamento de um reajuste de 28,98% no salário do magistério público estadual.

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Depois de ser adiada na terça-feira por falta de quórum, a votação do projeto do governo estadual deve ocorrer na manhã desta quarta pelo Legislativo gaúcho.

— A aprovação desse projeto significa que o atual governo vai concluir seu mandato sem pagar o piso nacional dos professores — disse a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.


FOTO: Ronaldo Bernardi

Com os 28,98% de aumento, pagos em três parcelas, o piso dos professores estaduais chegará, no final de 2012, com um salário básico em torno de R$ 1.260. Atualmente, o piso nacional já é de R$ 1.451, compara Rejane.

O deputado Edegar Pretto disse "estranhar" o baixo número de professores presentes na manifestação, mas reconheceu o direito da categoria de se manifestar.

— Tenho minhas origens no movimentos sociais — explicou.

Em vídeo, veja como foi a manifestação:


Pretto lembrou que, com o novo reajuste, o governo estadual elevará para 76,6% o percentual de aumento já concedido aos professores.

— Não recupera todas as perdas acumuladas pelo magistério, mas é o aumento possível diante da situação financeira do Estado, que também precisa atender as demandas de outras parcelas do funcionalismo e da sociedade gaúcha — explicou.

Depois da manifestação em frente ao prédio do líder da bancada do PT, os professores seguiram para a Assembleia Legislativa, que deve apreciar o projeto de 28,98% na sessão que tinha início previsto para as 9h. O objetivo é pressionar os deputados a rejeitaram o parcelamento em três vezes, até o final de 2014. Neste caso, o aumento seria concedido em uma parcela única, paga imediatamente.

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