Remuneração dos conselheiros27/12/2012 | 07h01Atualizada em 27/12/2012 | 14h56

Conselhos de estatais gaúchas pagam a seus membros até R$ 6,8 mil por reunião

Levantamento mostra quanto secretários e outros nomes indicados recebem a cada reunião

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Dos 99 conselhos estaduais vinculados a empresas estatais e a políticas públicas, 50 remuneram os seus integrantes pela participação nas reuniões.

Os pagamentos variam entre R$ 16 e R$ 6,8 mil por encontro, sendo que a maioria dos colegiados se reúne uma vez por mês.

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Se na origem os conselhos foram criados para ajudar a administrar e fiscalizar o poder público, na prática são marcados por indicações políticas. E também acabam servindo para engordar contracheques. Dos 29 secretários de Tarso Genro, 23 são integrantes de conselhos remunerados, além de dezenas de secretários adjuntos, diretores e assessores.

O menor valor é pago no Conselho de Transporte Metropolitano Coletivo de Passageiros e o maior, no Conselho de Administração do Banrisul. Depois do banco, CEEE, Corsan, Badesul, Ceasa, Corag, Cesa, Procergs e EGR são as estatais que asseguram as remunerações mais elevadas.

Os dados fazem parte de um levantamento pedido por ZH ao governo estadual por meio da Lei de Acesso à Informação. A tabela mostra a composição de cada conselho e o valor pago por reunião. O gasto mensal com os conselheiros é de cerca de R$ 500 mil.

Na lista dos integrantes com maior remuneração, se destacam Claudemir Bragagnolo e Baltazar Balbo Teixeira, ambos do PSB. O primeiro integra cinco conselhos e recebe, no total, R$ 12,8 mil ao mês. O segundo participa de três e ganha R$ 8,8 mil mensalmente. A jornalista Fabiana Calçada, assessora de imprensa do deputado federal Beto Albuquerque (PSB), é conselheira de administração da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e recebe R$ 1,7 mil por reunião.

Secretário pessoal de Tarso há 20 anos, Celso Alberici está lotado no gabinete do governador e participa do conselho de administração da Corsan. Recebe R$ 3,2 mil por reunião.

Os colegiados também abrigam candidatos derrotados — caso de Christopher Goulart (PDT), no Banrisul Consórcios — e ex-deputados como Flávio Koutzii (PT), na CRM, e Aldo Pinto (PDT), no Banrisul.

Comentar esta matéria Comentários (3)

João Marcos

Infelizmente o Rio Grande do Sul esta ficando atrasado em relação ao outros estados, nosso infraestrutura, educação, saúde e segurança vão de mal a pior. Se os Conselheiros estivessem ajudando o Estado tudo bem, mas R$ 500.000 mensais é uma vergonha, Por isso todo ano estamos ficando para trás.

28/12/2012 | 08h46 Denunciar

Julio César Cardoso

É revoltante! Políticos safados, tidos como moralistas e defensores das causas sociais, não têm escrúpulo de extorquir do Erário o que faz muita falta para investimento em Educação, Saúde, Segurança, Habitação, Saneamento Básico etc. Esses políticos salafrários fazem da vida pública meio de se locupletar com o dinheiro público e tiram o pão de cada dia de cada cidadão pobre desta nação, e depois não querem ser chamados de corruptos. Este país não tem solução...

28/12/2012 | 00h20 Denunciar

luciano

Em um governo que diz não poder pagar o piso do magistério, mas para favorecer a "companheirada" tem dinheiro. Lamentável!!!

27/12/2012 | 15h19 Denunciar

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