Presente de Natal06/12/2012 | 14h14

Celulose Riograndense confirma investimento de R$ 5 bilhões no Estado

Presidente da empresa, Walter Lídio Nunes, comunicou projeto no início desta tarde ao governador Tarso Genro

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Celulose Riograndense confirma investimento de R$ 5 bilhões no Estado Daniel Andriotti/CMPC/Divulgação
Capacidade da fábrica será aumentada de 450 mil para 1,75 milhão de toneladas ao ano Foto: Daniel Andriotti/CMPC / Divulgação

Presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, anunciou, no início desta tarde, para o governador Tarso Genro a aprovação do conselho de administração do grupo chileno CMPC para ampliar em mais de três vezes a capacidade de produção da unidade de Guaíba.

Em 29 de outubro, a empresa havia assinado protocolo de intenções com o governo do Estado, mas ainda faltava a aprovação final dos acionistas. Na época, Nunes afirmara que ainda não era possível dar a confirmação final, mas que pretendia "dar o presente de Natal antes".

O projeto de ampliação da fábrica de celulose de Guaíba foi cancelado durante a crise de 2008/2009, quando a unidade ainda pertencia à Aracruz. Depois da fusão entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel para formar a Fibria, a instalação foi vendida ao grupo chileno. Além do plano de Guaíba, havia outras duas intenções de instalar no Estado grandes produtoras de celulose.

O objetivo da empresa é obter na região de até 60 quilômetros de Guaíba ao menos 80% do pessoal para construção. Um projeto de formação de mão de obra já foi iniciado, em parceria com o governo do Estado. Esse é um dos pontos do protocolo de intenções, além de infraestrutura — asfaltamento de trechos de estradas, reforço do policiamento na cidade — e benefícios tributários nas compras de equipamentos e serviços feitas de fornecedores gaúchos.

— Será o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul — descreveu Nunes.
 
Com a expansão, a unidade da fábrica, que produz 450 mil toneladas de celulose por ano, terá a capacidade de produção aumentada para 1,75 milhão ao ano.
A ampliação, com início previsto para o primeiro semestre de 2013, prevê a contratação de 7 mil trabalhadores. Também devem ser criados 17 mil postos de trabalho indiretos.
 
— A intenção é não importar mão de obra — garantiu o presidente da empresa.
 
Os investimentos gerarão R$ 102 milhões para o Estado durante a construção, devido ao recolhimento de ICMS. A partir do funcionamento pleno da fábrica, que deve ocorrer no início de 2015, o pagamento do imposto subirá para R$ 1,4 bilhão por ano aos cofres estaduais.

Estimativas do projeto

Valor do investimento: cerca de R$ 5 bilhões

Capacidade atual: 450 mil toneladas/ano

Ampliação: 1,3 milhão de toneladas/ano

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