Presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, anunciou, no início desta tarde, para o governador Tarso Genro a aprovação do conselho de administração do grupo chileno CMPC para ampliar em mais de três vezes a capacidade de produção da unidade de Guaíba.
Em 29 de outubro, a empresa havia assinado protocolo de intenções com o governo do Estado, mas ainda faltava a aprovação final dos acionistas. Na época, Nunes afirmara que ainda não era possível dar a confirmação final, mas que pretendia "dar o presente de Natal antes".
O projeto de ampliação da fábrica de celulose de Guaíba foi cancelado durante a crise de 2008/2009, quando a unidade ainda pertencia à Aracruz. Depois da fusão entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel para formar a Fibria, a instalação foi vendida ao grupo chileno. Além do plano de Guaíba, havia outras duas intenções de instalar no Estado grandes produtoras de celulose.
O objetivo da empresa é obter na região de até 60 quilômetros de Guaíba ao menos 80% do pessoal para construção. Um projeto de formação de mão de obra já foi iniciado, em parceria com o governo do Estado. Esse é um dos pontos do protocolo de intenções, além de infraestrutura — asfaltamento de trechos de estradas, reforço do policiamento na cidade — e benefícios tributários nas compras de equipamentos e serviços feitas de fornecedores gaúchos.
Estimativas do projeto
Valor do investimento: cerca de R$ 5 bilhões
Capacidade atual: 450 mil toneladas/ano
Ampliação: 1,3 milhão de toneladas/ano













