Opinião30/12/2012 | 22h38

Carlos Rollsing: "É hora de alinhar as estrelas contra o crime"

Colunista interino afirma que governo estadual precisa reforçar sintonia com o federal para combater o crime organizado

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Expressão cunhada para retratar a afinidade política entre os governos estadual e federal, ambos do PT, o "alinhamento das estrelas" precisa ser colocado em prática com sintonia fina.

Com o crescimento de 23,7% dos assaltos a banco no Estado em 2012, os gaúchos vão fazer a passagem de ano ainda estarrecidos pela audácia e pela violência do bando liderado por Elisandro Falcão. Antes de morrer em confronto com a Brigada Militar, na madrugada de sábado, o foragido número 1, como era chamado Falcão, comandou assalto a uma fábrica de joias na tranquila Cotiporã, na Serra, protagonizando trocas de tiros, perseguições, sitiamento da cidade e explosões cinematográficas. Pior: a parcela do grupo que conseguiu fugir levou reféns.

O Piratini precisa apelar ao governo federal urgentemente. É fundamental fazer uma aliança contra o Novo Cangaço — nome dado ao movimento de criminosos fortemente armados, com requintadas técnicas de ação, que passaram a praticar crimes em pequenos municípios, atraídos pela fragilidade da segurança local.

A Polícia Federal, que já começou a investigar roubos a banco no Estado, precisa ser integrada às operações da Brigada Militar e da Polícia Civil. Os federais agregariam delegados experientes, tecnologia, homens treinados e bem equipados. Ainda junto ao Palácio do Planalto, com o intuito de prevenir os ataques e localizar criminosos, o governador Tarso Genro poderia buscar o apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Seria salutar transferir apenados de alta periculosidade, que comandam o crime de dentro das cadeias, para penitenciárias federais. A Receita Federal colaboraria ao monitorar e asfixiar as operações financeiras das quadrilhas. Uma medida mais radical, porém não menos importante, seria solicitar o apoio das tropas da Força Nacional de Segurança Pública, que poderia varrer regiões como a Serra, frequentemente atacada, para prevenir crimes, efetuar prisões e reduzir a sensação de descontrole da criminalidade.

A Brigada Militar e a Polícia Civil claramente fazem os esforços possíveis, apostam em ações de inteligência, costuram parcerias com as corporações irmãs de Santa Catarina, mas, sozinhas, enfrentam dificuldades. Pedir auxílio não é vergonha. Pelo contrário. Vergonha é seguir vítima da epidemia de violência.

Comentar esta matéria Comentários (1)

Angelo Marcelo

Alô governador, o senhor deve nomear este jornalista, urgentemente, como secretário da Segurança! O cara sabe muito...(pouco)!!!!

31/12/2012 | 01h33 Denunciar

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