Processo acelerado07/11/2012 | 15h34Atualizada em 07/11/2012 | 15h34

Presidente do STF acredita que fixação das penas do mensalão ficará mais ágil

Ministros retornaram ao plenário nesta quarta-feira para tratar da dosimetria, o cálculo das penas dos réus

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, acredita que a fase de fixação das penas da Ação Penal 470, o processo do mensalão, será mais ágil a partir desta quarta-feira. O julgamento foi retomado nesta tarde depois de quase duas semanas de intervalo, com a continuação das discussões sobre as penas do réu Ramon Hollerbach, ex-sócio do publicitário Marcos Valério.

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— O clima, nessa semana de reflexão, de trégua mental, nos levou a repensar a própria metodologia de trabalho. O ministro Joaquim me antecipou que vai inovar um pouquinho na metodologia. Isso nos anima a supor, a acreditar que nas próximas quatro sessões, talvez uma quinta sessão extraordinária, quem sabem deveremos concluir — disse Britto.

Britto irá se aposentar compulsoriamente na próxima semana ao completar 70 anos, e tem apenas mais quatro sessões ordinárias para discutir o mensalão - haverá uma sessão extra nesta sexta-feira, mas o mensalão não está na pauta. A última sessão ordinária do presidente será no dia 14 de novembro, mas ele ainda estuda convocar uma sessão extraordinária para o dia 16, seu último dia de trabalho na Corte, para discussão do mensalão.

De acordo com Britto, uma das inovações metodológicas que poderá agilizar o julgamento é a economia no relato dos fatos, pois eles já são conhecidos. O ministro disse que foi acertado nos bastidores que na semana que vem haverá uma espécie de 'mutirão' para agilizar o julgamento.

 

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