Punição pedagógica14/11/2012 | 17h29

Ministro defende reeducação de réus do mensalão e critica penas de prisão

Dias Toffoli discursou contra as penas privativas de liberdade aos integrantes do esquema criminoso

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Em um longo discurso durante o seu voto sobre a punição do ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado pelo crime de lavagem de dinheiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli criticou a pena de prisão aos réus do mensalão.

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Toffoli defendeu que as penas restritivas de liberdade "não são pedagógicas", e que os condenados não devem ser presos, mas reeducados.

— Aquele que comete um desvio com intuito financeiro, e tudo o que foi colocado aqui era o intuito financeiro, não era violência, não era atentar contra a democracia, não era atentar contra o Estado democrático de direito porque o estado de direito era muito maior do que isso. Era o vil metal, então que se pague com o vil metal — discursou.

O ministro citou as críticas do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao sistema prisional para justificar a sua posição:

— Estou aqui a justificar em relação às penas uma visão mais liberal e, vamos dizer, mais contemporânea, porque prisão, medida restritiva de liberdade, combina com o período medieval — criticou.

O ministro ressaltou que o objetivo da prisão é afastar pessoas perigosas do convívio com a sociedade e citou a ex-presidente e acionista do Banco Rural Kátia Rabello, lembrando que ela é bailarina por formação. Ele questionou qual seria o risco que ela poderia produzir.

O revisor, ministro Ricardo Lewandowski, que tem aplicado penas de multas mais baixas, afirmou que pode rever as sanções propostas se o tribunal definir um critério sobre o tema. Disse concordar com Toffoli sobre a necessidade de se aplicar penas pecuniárias altas. Ressaltou, porém, que algumas multas aplicadas estariam acima do permitido porque a Constituição veta o "confisco".

O ministro Gilmar Mendes foi outro a citar a declaração de Cardozo sobre o sistema prisional.

— Eu também louvo as palavras do ministro Cardozo. Eu só lamento que ele tenha falado só agora porque este é um problema conhecido desde sempre — afirmou.

Ele afirmou ser preciso que o governo federal participe do debate sobre segurança pública e coordene a discussão.

 
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Comentar esta matéria Comentários (4)

Luis paulo

Concordo plenamente. O cara rouba, se nao for pego fica com o dinheiro, caso contrario simplesmente devolve e pronto. Alias sugiro imediatamente que soltem o juiz Lalau, o Cacciola e todos os demais presos por roubo. (alias o Lalau jah estah em prisao domiciliar).

15/11/2012 | 12h53 Denunciar

Alcf

Vejam só. Toffoli fala em reeducação a uma quadrilha especializada em se apropriar de dinheiro público. Será que eles não sabiam que se apropriar dinheiro da sociedade é roubo ?

15/11/2012 | 03h46 Denunciar

Alcf

O MENSALÃO serviu para firmar convicções aos ladrões de galinhas, de que roubar apenas galinha, não compensa. Há alvo muito mais lucrativo. O primeiro passo é filiar-se.., depois em nome da "democracia", eles ensinam o caminho da roça.

15/11/2012 | 03h40 Denunciar

Alcf

Toffoli não nos surpreende com tal discurso. Ademais, por ele todos seriam declarados inocentes. O curioso, foi não ter defendido o confisco de todos os bens da quadrilha, com a devida recuperação dos significativo valores aos cofres públicos.

15/11/2012 | 03h33 Denunciar

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