Na calculadora09/11/2012 | 22h14

Cada voto custou R$ 19 a vereadores eleitos em Porto Alegre

Somados, os gastos de todos os candidatos eleitos chegam a um total de R$ 5,2 milhões

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Na corrida para se eleger vereador em Porto Alegre, cada voto custou aos escolhidos, em média, R$ 19.

Divulgados nesta sexta-feira no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os gastos de campanha dos 36 eleitos na Capital revelam que a nova composição da Câmara despendeu um total de R$ 5,2 milhões.

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A campanha mais cara foi a do atual presidente do legislativo municipal, Mauro Zacher (PDT). Vitaminada por doações da direção nacional do seu partido e por empreiteiras, a receita do pedetista foi a maior entre todos os postulantes à Câmara: R$ 458 mil. Do arrecadado, Zacher gastou R$ 440 mil para se reeleger e obteve 11.244 mil votos — uma média de R$ 39,16 por cada escolha.

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— Da minha arrecadação, em torno de 50% das doações são oriundas do partido. Foi a primeira vez que recebi um suporte partidário desse tamanho. Tive um rigor muito grande na prestação dos gastos e até contratei uma assessoria especial para isso — explica o vereador, que defende o financiamento público de campanha.

A menor despesa entre os eleitos foi a de Paulinho Motorista (PSB), que gastou apenas R$ 2,5 mil (leia texto abaixo) e superou candidatos que tiveram campanhas vistosas nas ruas. Apesar de gastarem, juntos, R$ 1,2 milhão, Pablo Mendes Ribeiro (PMDB), André Carús (PMDB), Ariane Leitão (PT), Tarsila Crusius (PSDB) e Adeli Sell (PT) não conseguiram se eleger e ficaram como suplentes. No ranking geral, o filho do ministro Mendes Ribeiro (PMDB) foi quem mais gastou por voto — R$ 94.

Mesmo alcançando cifras milionárias, a disputa pela vereança ainda fica distante dos valores gastos na corrida para a prefeitura. Para se reeleger prefeito neste ano, José

Fortunati (PDT) desembolsou mais do que a soma de todos os vereadores eleitos: R$ 6,2 milhões. Na média, cada um dos 517.969 votos para Fortunati custou R$ 12.

Vaga conquistada com carisma e pouco recurso

O candidato que menos gastou para se eleger vereador na Capital não sabe dizer quantos santinhos e cartazes mandou confeccionar na campanha:

— Bah! Eram poucos, não sei quantos — reflete Paulinho Motorista (PSB).

O socialista apostou no corpo a corpo para conquistar os 3.311 votos que o levarão à Câmara. Os gastos foram mínimos. Paulinho desembolsou R$ 2,5 mil em santinhos e outros materiais gráficos. No seu primeiro mês como vereador, receberá quatro vezes mais que isso: R$ 10.863.

Na média, cada voto custou R$ 0,75 — quase quatro vezes menos que o valor da passagem nos ônibus que dirige como funcionário da empresa STS.

— O meu esquema é o carisma e a humildade. O que me elegeu foi o contato direto com as pessoas, que não custa nada — ensina.

* Colaborou Juliana Bublitz

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