A Associação dos Oficias da Brigada Militar (Asof) ingressou nesta segunda-feira com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adi) para questionar a lei aprovada em março que mudou critérios das promoções na Brigada Militar.
A ação tem pedido liminar para suspender as promoções pelo critério de merecimento. Está prevista para os próximos dias a publicação de uma nova lista de promoções.
A entidade questiona as mudanças que ampliaram o peso dado à avaliação subjetiva e que faz com que muitos candidatos sejam bem avaliados por mérito e superem colegas com mais tempo de corporação, ou seja, mais antigos. Para o presidente da Asof, José Carlos Riccardi Guimarães, os novos critérios são injustos e causam desânimo entre oficiais, pois estariam sendo beneficiados servidores que não atuam na linha de frente da segurança, a maior parte deles, cedidos a outros órgãos e poderes.
Para exemplificar o que define como "falta de valorização do policial que está na rua, correndo riscos", Riccardi diz que, no quadro que mostra a classificação dos candidatos para a próxima leva de avanços na carreira, dos 15 primeiros majores classificados por merecimento, apenas um atua no policiamento. Os demais estariam dentro de quartéis, em gabinetes, ou em outros órgãos.












