Confissões reveladas02/06/2012 | 10h25

Ex-diretor do Dnit acusa PSDB e PT de usarem governo para fins eleitorais

Luiz Antonio Pagot disse que foi pressionado por tucanos e que arrecadou dinheiro para petistas

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Ex-diretor do Dnit acusa PSDB e PT de usarem governo para fins eleitorais Wilson Dias/ABR
Pagot disparou metralhadora giratória em entrevista à revista IstoÉ Foto: Wilson Dias / ABR

Ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot acusa PT e PSDB de usarem os governos federal e de São Paulo para bancar campanhas eleitorais em 2010.

O engenheiro, que foi exonerado do Dnit em 2011 após suspeitas de que havia um esquema de cobrança de propina no Ministério dos Transportes, afirmou em entrevista à revista IstoÉ que o PSDB teria desviado dinheiro da obra do Rodoanel em São Paulo para abastecer a campanha de José Serra à presidência em 2010. Pagot diz ter sido pressionado pelo governo Serra a aprovar aditivos ilegais no valor de de R$ 264 milhões ao trecho sul do Rodoanel, que tem recursos federais. Ele argumentou ter negado o pedido.

Ele disse ainda que as empreiteiras que tocaram a obra sustentaram a campanha de Serra à Presidência. Pagot afirma que 8% do valor do aditivo seriam destinados a Serra e seus aliados: o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O ex-diretor do Dnit disse ainda que  recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José de Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras. O dinheiro seria usado na campanha da então candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. As doações, segundo ele, teriam sido feitas pelas vias legais.

Tucanos e petistas negaram as acusações. Em nota, o PSDB disse que a matéria é caluniosa e que as campanhas de Serra e Alckmin sempre tiveram doações declaradas à Justiça. Também por nota, Kassab disse que as acusações são improcedentes. O deputado federal José de Filippi também negou as afirmações de Pagot.

Também à "IstoÉ", Pagot afirmou ter sido procurado pela ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para ajudar na campanha dela ao governo de Santa Catarina em 2010. Em nota à revista, a petista negou.

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