22/02/2012 | 06h01

União pretende cobrar mais de R$ 900 mil de prefeitos gaúchos cassados desde 2004

Políticos gaúchos que perderam os cargos por infrações eleitorais provocaram 12 pleitos extras e serão cobrados pela AGU

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Os custos de pelo menos 12 eleições suplementares realizadas no Estado desde 2004 — estimados em até R$ 911 mil — podem acabar debitados na conta de políticos cassados.

Desde janeiro, esses e outros casos estão sendo analisados pela Advocacia-Geral da União (AGU), que assinou um convênio com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para iniciar uma enxurrada de ações no país. A intenção é recuperar o dinheiro gasto pelo governo federal.

Saiba mais:
Entenda o cálculo da AGU e do TSE

Ao todo, o TSE contabiliza 176 disputas complementares no Brasil, a um custo de R$ 6 milhões. Esse tipo de pleito acontece sempre que a votação regular é anulada, caso o registro de candidatura do eleito seja rejeitado ou ele tenha o mandato cassado.

No Estado, conforme o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), há o registro de 17 eleições suplementares desde 2004. Por enquanto, a AGU não confirma quantas serão alvo de processo, mas pelo menos 12 foram desencadeadas por cassações decorrentes de supostas práticas ilícitas na campanha.

— Todos esses casos, em tese, se enquadram na possibilidade de ação judicial. Existe relação entre a conduta do político cassado e os danos causados aos cofres públicos — diz o procurador regional da União na 4ª Região, Luis Antônio Alcoba de Freitas.

A previsão da AGU é começar a deflagrar os processos ainda no primeiro semestre. O cálculo dos valores cobrados será feito com a ajuda do TSE, com base em despesas como transporte de urnas e auxílio-alimentação aos mesários.

O custo médio por voto é estimado em R$ 3,50 no país. Embora o valor a ser recuperado no Estado represente 15,2% da projeção nacional, a iniciativa é elogiada pelo procurador regional eleitoral, Carlos Augusto da Silva Cazarré:

— Toda vez que temos a anulação de uma eleição por prática de ato ilícito, existe um ônus. Essa medida tem caráter repressivo e preventivo, porque vai desestimular más condutas.

Entre especialistas, a novidade também é bem-vinda, mas com ressalvas. Para o cientista político Ricardo Caldas, da UnB, o mesmo rigor adotado nesse caso deveria valer também para outras esferas:

— É fácil fazer demagogia contra prefeitos que não têm peso político. Eu queria ver fazerem o mesmo com quem se envolveu no mensalão ou com ministros corruptos.

Comentar esta matéria Comentários (4)

Milton Munaro

Do pessoal do mensalão não vai cobrar?

23/02/2012 | 10h56 Denunciar

Rudnei Sabedra Medeiros

Este governo gosta de cobrar,mas nao gosta de pagar o que deve.

22/02/2012 | 11h46 Denunciar

Rudnei Sabedra Medeiros

Acho que auniao atraves de3ta presidente imcompetente tem e que pagar o que deve aos aposentados e nao cobrar,governo caloteiro. melhor parar de roubar dos brasileiros para despejar nos estadios de futebolnem a saude funciona neste pais,alhas este governo ta um lixo.

22/02/2012 | 08h39 Denunciar

georg carlos

Nova eleição tem repetido o resultado da anulada, então empossem o segundo colocado, pune somente o prefeito e vice, coligação isenta ganha de novo. Vereadores é que são individuais, cassados são CC não importa se for ficha suja. Alguns prefeitos vetaram Lei CC limpo e tiveram Perdões por amigos.

22/02/2012 | 07h09 Denunciar

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