Debate15/02/2012 | 07h06

STF retoma julgamento da validade da Lei da Ficha Limpa

Julgamento foi interrompido em dezembro por pedido de vista do ministro Antonio Dias Toffoli

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a julgar hoje a validade da Lei da Ficha Limpa. Estão na pauta desta quarta-feira as três ações que tratam da legalidade da norma, cuja análise começou em novembro do ano passado. O julgamento será retomado com as considerações do ministro Antonio Dias Toffoli, que interrompeu a votação com um pedido de vista em 1º de dezembro.

Até o momento, foram registrados dois votos favoráveis à lei. No início do julgamento, o relator, ministro Luiz Fux, votou pela legalidade da norma, mas fez algumas ressalvas. Ele defendeu, por exemplo, que o político que renunciasse para escapar de cassação só ficaria inelegível depois que houvesse processo contra ele na Comissão de Ética. A mudança foi criticada pela imprensa e pela opinião pública, que viram brechas para que políticos escapassem da punição.

Fux acabou voltando atrás em sua proposta quando o julgamento retornou ao plenário em dezembro, após pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Segundo a votar, Barbosa também defendeu a constitucionalidade integral da Lei da Ficha Limpa, reforçando o discurso da necessidade de moralização da política nacional. Mais uma vez, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Toffoli, que será o primeiro a votar na tarde de hoje.

A Lei da Ficha Limpa é resultado de um projeto de iniciativa popular que obteve o apoio de mais de 1,6 milhão de eleitores. Foi aprovada meses antes das eleições presidenciais de 2010 para barrar candidatos com pendências na Justiça. Alguns políticos chegaram a ter o registro negado, mas, depois, todos foram liberados. Isso ocorreu porque, depois das eleições, os ministros do STF decidiram que a lei só poderia ser aplicada depois de um ano em vigor, já que alterava o processo eleitoral.

Para evitar novas surpresas nas eleições de 2012, três entidades acionaram o STF em relação à Lei da Ficha Limpa. A ação mais abrangente é da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pede a declaração de constitucionalidade de todos os pontos da lei. As outras ações são do PPS — que pede que a lei seja aplicada a fatos anteriores à sua edição — e do Conselho Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL), que quer a anulação da regra que torna inelegível por oito anos o profissional excluído do exercício da profissão por órgão profissional competente.

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Comentar esta matéria Comentários (3)

FLAVIO

Num país de ladrões e corruptos tem um judiciário (STF) que julga a validade de uma lei que foi criada para moralizar a coisa publica, um judiciário muito bem pago para julgar coisas muito mais importantes que a Lei da Ficha Limpa. Esse judiciário que deveria estar apoiando o cumprimento da moral.

15/02/2012 | 12h16 Denunciar

rafael

Esse tal de STF adota a famosa tática do "enrolation", pois ficam meses "debatendo" um assunto e no fim não dá em nada!! Aliás, até dá: o RESULTADO É PRÓ INFRATOR!!! O Brasil paga salários altíssimos para aqueles togados que, em contrapartida, não dão retorno algum para o cidadão de bem.

15/02/2012 | 09h31 Denunciar

Rogério Pinto

Meu desejo é que todos os meios de comunicação pressionem para a FICHA LIMPA seja aprovada já e com o máximo rigor, pois é uma pequena ferramenta para limpar este Pais.

15/02/2012 | 08h55 Denunciar

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