A menos de duas horas da cerimônia de abertura da Festa da Uva, em Caxias do Sul, com a presença da presidente Dilma Rousseff, o movimento era pequeno nos pavilhões onde acontece a feira. A cerimônia, para convidados, tem previsão de início às 16h30min. A abertura ao público está marcada para as 19h.
A previsão é de que Dilma desembarque na serra gaúcha por volta das 16h desta quinta-feira. Pouco antes das 14h, os acessos ao parque foram fechados para a equipe de segurança do Palácio do Planalto iniciar uma última varredura na área. Restrita a 5 mil convidados, a abertura será em um palco montado junto ao pórtico do parque.
A comitiva presidencial inclui os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florêncio. O governador Tarso Genro também participa da cerimônia.
Passagem rápida
Pela agenda divulgada pelo Palácio do Planalto, Dilma deve ter uma passagem relâmpago por Caxias. Ela ficará na serra gaúcha menos de duas horas. A presidente corta a fita inaugural, discursa por cerca de 15 minutos, visita estandes para conversar com agricultores e parte para Porto Alegre, onde deve jantar com o ex-marido Carlos Araújo — esta última informação ainda não foi confirmada pela Presidência.
Ao contrário das últimas visitas — quando anunciou importantes investimentos para o Estado, como o pagamento da dívida com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a ponte do Guaíba e o metrô da Capital —, Dilma não deve trazer nenhuma grande notícia aos gaúchos. Nem um espaço para conversar com jornalistas está previsto na rápida agenda desta quinta-feira.
— (A visita) é uma demostração de prestígio — comentavam os assessores do Planalto.
Acordo com empresários
Uma das preocupações das autoridades da Serra é não transformar a visita presidencial em palco de reclamações do empresariado. Um acordo foi costurado para não contaminar o clima de festa na passagem de Dilma.
O acerto foi feito na quarta-feira entre o deputado Pepe Vargas e o presidente da Câmara de Indústria e Comércio (CIC) de Caxias, Carlos Heinen. A CIC cedeu, quebrou uma tradição e desistiu de entregar uma carta de reivindicações da indústria e dos setores da uva e vinho. Em troca, Pepe protocolou a carta da CIC no gabinete de Dilma, em Brasília. O Planalto teria gostado da estratégia e assumiu o compromisso de que a presidente responderá às duas cartas.













