Eleição em NH01/08/2012 | 14h48

Pedida a impugnação da candidatura de Tarcísio Zimmermann (PT)

Pedido apresentado por coligação adversária e apoiado pelo MP será analisado pela Justiça Eleitoral

Enviar para um amigo

Provocado por recurso apresentado pela coligação "Frente que faz bem", encabeçada pelo candidato Paulo Kopschina (PMDB), o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou favorável à impugnação da chapa do prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann (PT), candidato à reeleição.

Agora, o pedido de impugnação impetrado pela oposição e apoiado pelo MPE será apreciado pela Justiça Eleitoral do município, que decidirá o futuro da candidatura de Tarcísio. Se o petista for impugnado, ainda poderá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A Lei da Ficha Limpa é a responsável pela solicitação de veto ao nome de Tarcísio. O princípio de ação foi a condenação do petista por conduta vedada aos candidatos em período eleitoral. Em 2004, ano em que perdeu a eleição, Tarcísio e o seu adversário, o então deputado estadual Jair Foscarini (PMDB), participaram da inauguração de uma obra a convite do então governador Germano Rigotto (PMDB) em período de campanha municipal. Foscarini venceu a eleição, mas o TSE cassou o seu registro e também o de Tarcísio por entender que ambos cometeram crime de conduta vedada. Como eles somaram a maioria absoluta dos votos, que acabaram todos anulados, foi necessário realizar nova eleição. Neste novo pleito, Tarcísio não concorreu e Foscarini saiu vencedor. Oito anos depois, a condenação por conduta vedada em período eleitoral poderá render a impugnação de Tarcísio.

— A Lei da Ficha Limpa prevê a impugnação por condutas vedadas somente no caso de agentes públicos. Em 2004, nem o Tarcísio e nem o Foscarini eram agentes públicos. Sustentamos que o caso não se enquadra na lei da Ficha Limpa e esperamos vencer na Justiça já no primeiro grau — avaliou Jorge Perrone de Oliveira, advogado do petista.

clicRBS
Nova busca - outros