Disputa na Capital21/07/2012 | 16h14

Candidatos a prefeito por partidos menores lutam para ganhar visibilidade

Com pouco tempo de propaganda em rádio e TV, orçamento pequeno e equipes reduzidas, Érico Corrêa, Jocelin Azambuja e Roberto Robaina buscam se aproximar do eleitor

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Em comum, eles têm orçamentos minguados, pouco tempo para apresentar suas propostas na propaganda da TV e uma equipe de trabalho reduzida na comparação com coligações mais poderosas. Somando candidatos pouco conhecidos e partidos com pouca representação, três candidaturas podem ser consideradas as de menor visibilidade na disputa pela prefeitura da Capital: a de Érico Corrêa (PSTU), a de Jocelin Azambuja (PSL e PSDC) e a de Roberto Robaina (PSOL e PCB).

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"Temos um sistema partidário que muda muito", afirma cientista política

As siglas não têm prefeitos no Estado, nem contam com representantes na Assembleia Legislativa e na bancada gaúcha na Câmara Federal. Ao falar do pleito municipal, os Davis da Capital adotam um discurso semelhante: se apresentam cada qual como a única alternativa à mesmice e asseguram que os Golias, os concorrentes mais cotados nas pesquisas — Adão Villaverde (PT), José Fortunati (PDT) e Manuela D'Ávila (PC do B) —, representam todos um mesmo projeto político.

Às vezes chamados pejorativamente de nanicos, candidatos de pequena expressão são fruto do sistema multipartidário brasileiro, que abarca 30 siglas. Para a cientista política Maria Izabel Noll, da UFRGS, no Brasil as legendas de menor visibilidade têm mais chances de crescer e obter destaque que em outros sistemas eleitorais, como o americano e o argentino. Nesses dois países, os poucos partidos conseguem abrigar correntes internas de forma satisfatória, sem gerar tantas dissidências.

— Temos um sistema partidário que muda muito. Há pequenos partidos que vêm a se transformar em médios e grandes, e grandes legendas que perdem importância. Essa flexibilidade é uma qualidade do sistema — afirma ela.

Apesar das pequenas dimensões, as siglas de menor expressão chegam a receber recursos vultosos dos cofres públicos, por meio do Fundo Partidário. De acordo com a Justiça Eleitoral, em 2011 o PSOL nacional ganhou R$ 2,9 milhões, o PSL, R$ 1,2 milhão e o PSTU, R$ 787 mil. Desses valores, os diretórios estaduais recebem uma parcela de acordo com o número de filiados. O PSOL gaúcho declara ter ganho R$ 85,5 mil no ano passado, o PSL estadual diz que não recebeu nenhum centavo por estar em processo de reestruturação e o PSTU-RS afirma que a direção nacional não faz repasses aos Estados.

Ao longo da semana, ZH ouviu Érico, Jocelin e Robaina e acompanhou suas atividades de campanha, testemunhando o esforço dos pequenos partidos para vencer as limitações e atrair a atenção do eleitor.

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